Mulher que divide o marido com 5 diz que relação “é uma desconstrução”

A empresária Laís Rocha, de 27 anos, divide o marido com outras cinco mulheres. “Casamento” oficial está marcado para novembro deste ano

atualizado

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A empresária Laís Rocha, de 27 anos, divide o marido com outras cinco mulheres. "Casamento" oficial vai acontecer em novembro deste ano - Metrópoles
1 de 1 A empresária Laís Rocha, de 27 anos, divide o marido com outras cinco mulheres. "Casamento" oficial vai acontecer em novembro deste ano - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles

Grávida de seu primeiro filho, a empresária Laís Rocha, de 27 anos, que divide o marido, o motoboy Ivan Rocha, de 36, com outras cinco mulheres, afirmou ao Metrópoles que o relacionamento poliafetivo “é uma desconstrução e uma reconstrução”.

Laís e Ivan moram em uma casa em Atibaia, no interior de São Paulo, com a empresária Ana Carolina, 20 anos; a engenheira Natália Ferrari, 30; a criadora de conteúdo Camili Sousa, 20; a autônoma Maria Eduarda da Silva, 20; e a radiologista Juliana Aires, 22.

“Esse tipo de relacionamento não é para qualquer um, não é todo mundo que está pronto. Ninguém está pronto. A sociedade não fala que você vai casar com duas, três, quatro pessoas”, disse.

Apesar de morarem todos juntos, Rocha é casado no papel apenas com Laís. No Brasil, a lei não permite o matrimônio com mais de uma esposa em cartório. Elas, porém, estão planejando uma cerimônia de casamento para novembro deste ano.

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"Julgados todos os dias por pessoas que não moram na mesma casa que a gente, por pessoas que vomitam que nossa vida é errada perante os padrões sociais."
"Mas nenhum deles realmente sabem e vivem dentro da nossa casa, uma casa cheia de amor, respeito, carinho e admiração."
"Aqui na internet vocês assistem no reels a parte 'cômica', mas nos bastidores vai muito além."
"Uma família que trabalha todos os dias, nas entregas junto do nosso marido, todas as refeições são feitas na mesa de jantar, quando não sabemos o que fazer resolvemos juntos, um marido que incentiva, motiva e investe nos nossos sonhos…"
"Não é querendo julgar, nem fazer comparativo, mas existem famílias tradicionais que infelizmente não vivem um terço do que vivemos."
Os sete dividem parte da rotina deles em posts das redes sociais. Em um, defendem a forma como vivem
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Os sete dividem parte da rotina deles em posts das redes sociais. Em um, defendem a forma como vivem

Reprodução/Redes Sociais
"Julgados todos os dias por pessoas que não moram na mesma casa que a gente, por pessoas que vomitam que nossa vida é errada perante os padrões sociais."
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"Julgados todos os dias por pessoas que não moram na mesma casa que a gente, por pessoas que vomitam que nossa vida é errada perante os padrões sociais."

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"Mas nenhum deles realmente sabem e vivem dentro da nossa casa, uma casa cheia de amor, respeito, carinho e admiração."
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"Mas nenhum deles realmente sabem e vivem dentro da nossa casa, uma casa cheia de amor, respeito, carinho e admiração."

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"Aqui na internet vocês assistem no reels a parte 'cômica', mas nos bastidores vai muito além."
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"Uma família que trabalha todos os dias, nas entregas junto do nosso marido, todas as refeições são feitas na mesa de jantar, quando não sabemos o que fazer resolvemos juntos, um marido que incentiva, motiva e investe nos nossos sonhos…"
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"Uma família que trabalha todos os dias, nas entregas junto do nosso marido, todas as refeições são feitas na mesa de jantar, quando não sabemos o que fazer resolvemos juntos, um marido que incentiva, motiva e investe nos nossos sonhos…"

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"Não é querendo julgar, nem fazer comparativo, mas existem famílias tradicionais que infelizmente não vivem um terço do que vivemos."
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"Não é querendo julgar, nem fazer comparativo, mas existem famílias tradicionais que infelizmente não vivem um terço do que vivemos."

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"E estamos aqui, sendo felizes, e celebrando conquistas! Porque o importante é, no final do dia, dormir sabendo que você tem uma família pra chamar de lar"
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"E estamos aqui, sendo felizes, e celebrando conquistas! Porque o importante é, no final do dia, dormir sabendo que você tem uma família pra chamar de lar"

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“Nós vamos realizar o sonho de todas as meninas: iremos casar todas de branco. Inclusive, no nosso casamento, os nossos padrinhos serão trisais e famílias já poliafetivas”, disse.

Gravidez

A gravidez de Laís foi totalmente planejada. Ela já havia engravidado em junho de 2025, mas perdeu o bebê. Desde então, uma nova gestação era algo que todos esperavam. As outras esposas, inclusive, também serão mães do bebê.

“Todas elas não estão isentas dessa responsabilidade de cuidar, de ajudar e é uma das coisas que eu falo sobre o relacionamento poliafetivo. Pelo menos aqui em casa, para mim, tem sido maravilhoso. Elas me ajudam com absolutamente tudo”, contou.

Segundo a empresária, as outras meninas também querem ser mães e o plano é que Natália seja a próxima a gestar um filho.

Laís divide o marido com cinco esposas

Laís, a “esposa 01”, está com o Van – apelido carinhoso das esposas para o marido – há 10 anos. Eles se conheceram no Facebook, começaram a namorar e, com 20 dias de relacionamento, o motoboy já queria se casar. Insegura, ela botou um fim na relação.

Ivan, então, casou-se com uma conhecida de Laís, que propôs uma experiência a três entre eles. A empresária topou e o relacionamento foi evoluindo. Laís se mudou para a casa do casal, mas o trisal era mantido em segredo.

A empresária morou com Ivan e a ex-mulher dele durante 2 anos. Laís, no entanto, decidiu terminar e saiu de casa. Um tempo depois, o motoboy se divorciou. Ele e Laís se reconectaram e se casaram. Três meses depois, ela sugeriu trazer outras meninas para a relação.

“A experiência anterior me fez bem, eu queria dar sequência a isso. Ele olha pra mim e fala: ‘Tem certeza que é isso que você quer?’. Eu falo: ‘É isso que eu quero’. E aí a gente começa a viver esse estilo de vida poliafetivo”, relembrou.

“Trollismo”

Laís revelou que não é bissexual e, sim, heterossexual. No relacionamento, o fetiche da empresária é o “trollismo” – prazer em assistir à pessoa que ama em ato sexual com outra.

No começo, a ideia, segundo ela, não era que as outras meninas se casassem com eles, falou. Laís admitiu que, na época, tinha um complexo que a impedia de gostar das outras mulheres. “Depois de um tempo, eu começava a observar os defeitos. Eu desapegava muito rápido e já queria trocar, ‘ir para a próxima”, disse.

Em seis meses, eles conheceram a Ana Carolina, a “esposa 02”. “Ela foi sensacional. Ela chegou à nossa vida aos 18 anos de idade e a maturidade que ela mostrava era sensacional […] Ela chegou na nossa vida falando: ‘Eu quero estar com vocês, eu quero casar com vocês e eu quero ter um filho de vocês’”, lembrou Laís. Eles, então, assumiram o trisal nas redes sociais em uma conta chamada trisalrochas, que tem 257 mil seguidores.

Em fevereiro de 2024, Laís e Ana tiveram uma conversa e decidiram colocar mais uma menina no casamento. Eles, então, abriram um perfil no Tinder e, assim, Natália entrou na relação.

A próxima esposa, Camili, era seguidora do trisal nas redes sociais e mandou mensagem para eles dizendo que tinha interesse em conhecer o estilo de vida deles. Ela, então, foi passar um fim de semana na casa de Laís, Ivan, Ana e Natália. Porém, quando voltou para casa, pensou que não estava pronta para viver um relacionamento poliafetivo. Um tempo depois, se arrependeu e voltou.

Em casa, Camilli começou a ver a dinâmica da família e acabou se apaixonando por Ivan, tornando-se, então, a quarta esposa. A Duda e Ju, que também “entraram” no casamento pelo Instagram, não aparecem tanto no perfil deles. “A gente tomou a decisão de não ficar postando com tanta frequência, até a gente ter certeza de que elas realmente vão ficar”, contou.

Laís ressaltou que nenhuma das esposas é bissexual e que elas não têm envolvimento sexual entre elas. Todas se relacionam apenas com o Ivan. Entre as mulheres, segundo a empresária, existe muita amizade e companheirismo.

Preconceito

Laís reconheceu que, com o planejamento do casamento, ficou ainda mais evidente o quanto a sociedade brasileira é preconceituosa com relacionamentos poliafetivos. “A gente teve dificuldade para alugar o vestido, para poder alugar o lugar […] Eles criam uma certa rejeição quando falamos que é um homem com mais de uma esposa”, disse.

Para Laís, o maior desafio foi a própria mãe, que, no início teve certa rejeição, mas depois que entendeu a dinâmica do relacionamento, mesmo não concordando, ama e respeita o estilo de vida da filha. Ela até frequenta a casa dos Rocha.

“A princípio, quando a gente assume a Ana, a minha sogra tem uma certa rejeição, só que o Ivan, ele sempre foi muito claro: ‘É a nossa vida, são os nossos desejos, são as nossas escolhas; você não precisa amar, você precisa respeitar’. Então, às vezes, saber se impor faz com que as pessoas reconheçam os lugares delas, né? E com a minha sogra não foi diferente […] Ela também não concorda, mas ela ama e respeita”, falou.

Os Rocha não mantêm contato com os parentes das outras meninas.

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