MPSP pede medidas contra vazamento de óleo em rio entre SP e PR
Vazamento de óleo por mineradora no Rio Ribeira de Iguape leva riscos a cidades de São Paulo e Paraná. MPSP aciona Cetesb e Sabesp
atualizado
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) oficiou, nessa quinta-feira (27/6) a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) para que sejam adotadas medidas para conter e mitigar os prejuízos provocados pelo vazamento de óleo no leito do Rio Ribeira de Iguape, no Vale do Ribeira, divisa entre São Paulo e Paraná.
O promotor de Justiça Paulo Campos também pediu informações à Agência Reguladora de Águas (SP Águas), bem como oficiou a Sabesp para saber se o incidente provocou desabastecimento de água na região.
O vazamento, segundo o MPSP, é oriundo da empresa mineradora Plumbum do Brasil Ltda.
Rio Ribeira de Iguape
- O Ribeira de Iguape é o principal da bacia hidrográfica do Vale do Ribeira.
- Nasce no Parque Nacional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa (PR), a aproximadamente 100 km de Curitiba.
- O rio atravessa várias cidades do estado de São Paulo e deságua no complexo estuarino lagunar de Iguape, Cananeia e Paranaguá.
O vazamento de óleo já havia provocado comunicados de alerta para riscos de contaminação em municípios da região. A Prefeitura de Eldorado publicou nas redes socais um informe à população local sobre o acionamento e o monitoramento da situação das autoridades ambientais da cidade para o vazamento, ocorrido em Adrianópolis (PR).
“Pedimos à população que evite qualquer contato com a água do rio até novo aviso. Em caso de manchas ou alterações, comunique imediatamente a Defesa Civil ou a Secretaria de Meio Ambiente”, diz o comunicado.
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Em informe com o mesmo teor, a Prefeitura de Iporanga revelou que o acidente ambiental se deu nas proximidades da antiga represa Pumblum. O município também faz um alerta à população ribeirinha para que vive sob influência direta do Rio Ribeira de Iguape.
“Recomendamos que a população evite qualquer contato com as águas do Rio Ribeira de Iguape até novo aviso”, orientou.
Além disso, após denúncia formal da Prefeitura de Adrianópolis (PR) e da Prefeitura de Itaoca (SP), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) solicitou providências às autoridades competentes nos âmbitos federal e estadual, como Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério Público. Foram pedidas atitudes de apuração, contenção e monitoramento dos impactos causados.
O Metrópoles tenta contato com a Plumbum do Brasil Ltda.






