Mulher denunciada por matar a filha era viciada em jogos, diz MPSP
O homicídio ocorreu em fevereiro deste ano, no interior de São Paulo. Segundo a promotoria, o crime foi motivado por “interesse patrimonial”
atualizado
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nessa quarta-feira (29/10), Elizabete Arrabaça (foto de destaque), de 68 anos, pela morte da própria filha, Nathália Garnica, com chumbinho. O produto clandestino é feito com agrotóxicos perigosos e causa intoxicação grave. A prisão preventiva da acusada também foi requerida pela Promotoria de Justiça de Pontal, no interior de São Paulo.
“As investigações indicam que a acusada enfrentava sérias dificuldades financeiras e era viciada em jogos de azar, recorrendo com frequência ao apoio econômico dos familiares, em especial da própria vítima, que havia a acolhido em casa dias antes do ocorrido. Conforme o apurado, a denunciada renegociou, em março deste ano, um empréstimo consignado no valor de quase R$ 90 mil”, apontou o Ministério Público.
A ré já responde por outro homicídio por meio de envenenamento. A apuração sobre a morte da filha só começou após a nora, Larissa Rodrigues, morrer em março.
Envenenamento com chumbinho
- O homicídio da filha ocorreu em fevereiro deste ano, no interior de São Paulo. Segundo a promotora Anne Marie Lourenco Karsten, o crime foi premeditado e motivado por “interesse patrimonial”.
- De acordo com o MPSP, a vítima morreu pouco depois de ser envenenada com chumbinho pela mãe.
- Após matar a filha, a acusada teria limpado e esvaziado o imóvel rapidamente e ainda tentou transferir dinheiro da conta da filha.
- A ré é investigada por outras duas mortes suspeitas.
