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São Paulo

MPSP investiga surto de virose durante o ano novo no litoral de SP

Surto de virose durante a virada do ano lotou serviços de saúde no litoral paulista. MPSP pede esclarecimentos aos órgãos envolvidos

07/03/2025 17:21
Divulgação / Prefeitura Guarujá
imagem colorida mostra praia em guarujá - metrópoles

São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou, no último dia 20 de fevereiro, um inquérito para apurar as causas do surto de virose que afetou o litoral de São Paulo na virada do ano.

As investigações, movidas pela Promotoria de Saúde Pública de Santos, pedem esclarecimentos à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp),  Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Coordenadoria de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

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Surto de Virose

Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, as cidades de Guarujá, Santos, Praia Grande e São Sebastião registraram um aumento significativo de pessoas buscando atendimento médico com sintomas como diarreia, vômitos e febre. O problema levou à superlotação dos serviços de saúde na região e desabastecimento de medicamentos.

À época, a Prefeitura do Guarujá ligou o surto a um suposto despejo irregular de esgoto na praia da Enseada, o que foi negado pela Sabesp.

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Em nota enviada ao Metrópoles nesta sexta (7/3), a companhia de saneamento disse que o surto “não teve nenhuma relação com a operação da empresa” e que “análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz, referência em ensaios de detecção de vírus, confirmaram a qualidade da água fornecida pela Companhia”.

Já a Coordenadoria de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse que “realizou ações preventivas para a população, incluindo o reforço das orientações de prevenção, distribuição ampliada de hipoclorito de sódio e intensificação da divulgação de informações sobre doenças diarreicas no período de verão”.

A pasta também diz que, durante o surto, “atuou em conjunto com os nove municípios da região implantando protocolos de coleta de amostras, água e análise dos casos”.

Tanto o órgão vinculado à SES, quanto a Cetesb se colocaram “à disposição do Ministério Público e prestarão todas as informações sobre as ações realizadas na Baixada Santista no início do ano”.