MPSP diz que não há provas contra 5 indiciados por morte de delegado

Promotores atribuem crime a suposta vingança do PCC contra Ruy Ferraz Fontes por sua atuação à frente da Polícia Civil

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Reprodução/Prefeitura de Praia Grande
Imagem colorida do ex-delegado Ruy Ferraz, morto em Praia Grande, litoral de São Paulo. - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do ex-delegado Ruy Ferraz, morto em Praia Grande, litoral de São Paulo. - Metrópoles - Foto: Reprodução/Prefeitura de Praia Grande

Ao apresentarem denúncia contra oito suspeitos de participação no homicídio do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, os promotores do Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmaram que não há elementos suficientes para comprovar o envolvimento de outras cinco pessoas que também haviam sido indiciadas pelo crime. Diante disso, a Promotoria cobrou a continuidade das investigações.

De acordo com a denúncia, a execução teria ocorrido como uma vingança do Primeiro Comando da Capital (PCC) pela atuação de Ruy Ferraz Fontes na Polícia Civil de São Paulo. O MPSP, no entanto, não apontou quem seriam os mandantes.

Os cinco suspeitos que não foram denunciados pelo homicídio já haviam sido soltos na semana passada, por decisão da Justiça. Contrariando o pedido da equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o juiz optou por garantir a liberdade provisória dos investigados, impondo outras medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

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Ruy Ferraz Fontes foi executado
Delegado Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz foi executado em Praia Grande

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Ruy Ferraz Fontes foi executado

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Delegado Ruy Ferraz Fontes

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Divulgação/Polícia Civil

Entre os beneficiados estão Dahesly Oliveira Pires, que após o crime teria transportado um fuzil da Praia Grande para São Paulo, e José Nildo da Silva, flagrado com uma arma em uma das casas usadas pelo grupo.

Além deles, também foram soltos Rafael Marcel Dias Simões, o Jaguar, que, segundo a polícia, seria ligado ao PCC e teria mantido contato com o grupo, e dois homens que supostamente ajudaram em sua fuga: Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, e Danilo Pereira Pena, o Matemático.

Na denúncia, os promotores disseram que, no caso de Dahesly, há indícios de que ela integre a organização criminosa, mas sua participação acontece num momento posterior ao crime. “Por ora, portanto, não há elementos aptos a sugerir que tenha aderido aos planos determinados pelo Primeiro Comando da Capital”, disseram.

“Contudo, há diligências pendentes e, eventualmente, novas provas podem surgir para confirmar ou infirmar a hipótese da prática também deste delito pela denunciada”, complementaram.

No caso de José Nildo, a denúncia diz que, apesar das imagens em que ele aparece portando uma arma, sua relação com o restante dos investigados não fica clara.

Sobre Luiz Henrique Santos Batista, Rafael Marcell Dias Simões e Danilo Pereira Pena, a denúncia afirma que não há indícios suficientes para vinculá-los a nenhum dos crimes investigados.

Recrutador negou ser “disciplina” do PCC

De acordo com as investigações, o grupo que executou o plano para matar Ruy Ferraz Fontes, em 15 de setembro, na Praia Grande, foi recrutado por Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido como Fiel, Pan ou Penélope Charmosa. Segundo a polícia, ele teria dito, em um primeiro interrogatório, que seria “disciplina” do PCC. Oito dias depois, em um segundo interrogatório, negou a informação, dizendo que não tem qualquer ligação com a organização criminosa.

A partir de impressões digitais encontradas nos carros usados no crime e conversas por mensagem, a polícia conseguiu identificar outros suspeitos. Não há, no entanto, o detalhamento sobre o suposto envolvimento direto de cada um deles no homicídio.

Felipe Avelino da Silva, o Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, por exemplo, deixaram digitais no Jeep Renegade usados no crime. A polícia não conseguiu precisar em que momento eles estiveram no local, se antes ou durante o homicídio.

Umberto Alberto Gomes, apontado como um possível atirador, foi identificado a partir de materiais genéticos encontrados nas casas usadas pelos criminosos em Mongaguá e na Praia Grande. Ele fugiu de São Paulo e morreu no dia 30 de setembro em Curitiba, após suposto confronto com a polícia paulista e do Paraná.

Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, o Gão, seria, segundo a polícia, o motorista do carro usado na execução, além de ser o responsável por pedir para Dahesly levar de volta o fuzil para São Paulo.

Os outros denunciados são proprietários das casas usadas pelos criminosos, e de alguma maneira teriam colaborado com a execução. Um deles é Paulo Henrique Caetano de Sales, o PH, que, além disso, é apontado como tendo características físicas semelhantes à de um dos atiradores. Além dele, William Silva Marques e Cristiano Alves da Silva também ofereceram imóveis ao grupo.

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