Morte de empresários em SP: celular de advogados leva a novas prisões

Outros 2 homens envolvidos na morte de casal milionário foram presos em São Carlos. Eles teriam sido contratados por advogados das vítimas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/EPTV
O casal de empresários  José Eduardo Ometto Pavan, de 69 anos, e Rosana Ferrari, de 61, morto em abril deste ano em São Pedro (SP) - Metrópoles
1 de 1 O casal de empresários  José Eduardo Ometto Pavan, de 69 anos, e Rosana Ferrari, de 61, morto em abril deste ano em São Pedro (SP) - Metrópoles - Foto: Reprodução/EPTV

A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta quinta-feira (17/7), dois homens envolvidos no assassinato do casal de empresários José Eduardo Ometto Pavan, de 69 anos, e Rosana Ferrari, de 61 (as duas vítimas na foto de destaque), ocorrido em São Pedro, interior de São Paulo, em abril deste ano. As novas diligências ocorreram após análise do celular dos advogados do casal, que também estão presos por envolvimento no crime.

O advogado Hércules Praça Barroso, de 44 anos, e sua mulher e sócia, Fernanda Morales Teixeira Barroso, de 47 (imagens abaixo), foram presos em 17 de junho, em um condomínio de luxo de São Carlos, no âmbito da Operação Jogo Duplo. Segundo a polícia, o casal de advogados teria falsificado documentos para enganar as vítimas e conseguir aplicar um golpe de cerca de R$ 12 milhões.

Morte de empresários em SP: celular de advogados leva a novas prisões - destaque galeria
4 imagens
Suspeitos teriam falsificado documentos para receber R$ 2,8 milhões das vítimas
Advgados foram presos em condomínio de luxo
Casal preso teria encomendado morte das vítimas
Além dos advogados, mais dois suspeitos foram presos
1 de 4

Além dos advogados, mais dois suspeitos foram presos

Reprodução/Instagram
Suspeitos teriam falsificado documentos para receber R$ 2,8 milhões das vítimas
2 de 4

Suspeitos teriam falsificado documentos para receber R$ 2,8 milhões das vítimas

Reprodução/Instagram
Advgados foram presos em condomínio de luxo
3 de 4

Advgados foram presos em condomínio de luxo

Reprodução/Instagram
Casal preso teria encomendado morte das vítimas
4 de 4

Casal preso teria encomendado morte das vítimas

Reprodução/Instagram

De acordo com as investigações, Hércules e Fernanda seriam os mandantes do crime. Além deles, foram presos na ocasião Carlos César Lopes de Oliveira, 57 anos, o Cesão — ex-motorista particular dos advogados —, e Edinaldo José Vieira, 54, o Índio. Os dois, que teriam sido contratados pelo casal de advogados para executar o plano de assassinato, foram encontrados pela polícia em Praia Grande, no litoral paulista.

Novas prisões após análise de celular

Mesmo após a prisão dos mandantes e dos executores, as investigações sobre o caso prosseguiram. Foram cumpridos mandados que permitiram à polícia a apreensão do celular e dos computadores dos envolvidos.

Morte de empresários em SP: celular de advogados leva a novas prisões - destaque galeria
4 imagens
Além dos advogados, mais dois suspeitos foram presos
Suspeitos teriam falsificado documentos para receber R$ 2,8 milhões das vítimas
Advgados foram presos em condomínio de luxo
Casal preso teria encomendado morte das vítimas
1 de 4

Casal preso teria encomendado morte das vítimas

Reprodução/Instagram
Além dos advogados, mais dois suspeitos foram presos
2 de 4

Além dos advogados, mais dois suspeitos foram presos

Reprodução/Instagram
Suspeitos teriam falsificado documentos para receber R$ 2,8 milhões das vítimas
3 de 4

Suspeitos teriam falsificado documentos para receber R$ 2,8 milhões das vítimas

Reprodução/Instagram
Advgados foram presos em condomínio de luxo
4 de 4

Advgados foram presos em condomínio de luxo

Reprodução/Instagram

“A análise de tais equipamentos reforçou a tese investigativa de que os advogados são os mandantes do crime e permitiram identificar mais uma pessoa envolvida no crime”, informa nota da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba.

Com base nas novas diligências, foi deflagrada a segunda fase da Operação Jogo Duplo, que culminou com a prisão, nesta quinta-feira, de um homem identificado como de J.S.L., de 60 anos. Segundo a polícia, ele teria sido contratado para a “execução material do crime de homicídio e ocultação de cadáver”. O suspeito é cunhado de uma das pessoas presas anteriormente.

Além dele, foi preso C.J.A, de 39 anos. Seu papel no crime não foi informado pela Deic. As prisões aconteceram no bairro Cidade Aracy, na periferia de São Carlos.


Como foi o crime

  • As vítimas José Eduardo, empresário do agro, e Rosana, dona de uma escola infantil, viviam em Araraquara, no interior de São Paulo.
  • Na época do crime, o casal foi encontrado morto dentro de uma caminhonete na chácara da família, em São Pedro.
  • Desde então, a Deic de Piracicaba iniciou a investigação, na qual constatou que, no dia do crime, um dos investigados foi visto junto com as vítimas, ainda vivas.
  • Após anoitecer, o carro dos empresários foi guiado até a chácara do casal.
  • No veículo estavam os corpos de José Eduardo e Rosana, atingidos por tiros no peito à queima-roupa.

O empresário José Eduardo era dono de um sítio com plantação de eucaliptos e criação de gado. Ele era um dos herdeiros da família Ometto Pavan, uma das mais tradicionais do ramo açucareiro no Brasil — responsável pela Usina São Martinho, uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do mundo.

Como vítimas foram lesadas

Para supostamente fraudar os clientes, segundo a investigação policial, os advogados induziam o casal de empresários milionário em erro, resultando em depósitos decorrentes de despesas processuais “inexistentes”.

Os advogados, segue a Polícia Civil, “falsificavam inúmeros guias” de documentos usados para recolher custas e despesas processuais, comprovantes de recolhimento e, inclusive, uma decisão judicial, “tudo com o objetivo de obter vantagens ilícitas em prejuízo das vítimas”.

Alegando uma “proteção patrimonial”, como mostra a investigação, Hércules e Fernanda se apropriaram de aproximadamente R$ 12 milhões em imóveis das vítimas. Antes disso, receberam R$ 2,8 milhões em depósitos, feitos pelos empresários, decorrentes das despesas processuais inexistentes.

Após a expropriação patrimonial, os suspeitos teriam encomendado o assassinato dos próprios clientes. A 30ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Carlos informou ao Metrópoles estar acompanhando a diligência da Polícia Civil que resultou na prisão dos dois profissionais.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?