Morre médico que fez o 1º transplante de fígado da América Latina
O médico Silvano Raia tinha 95 anos, era professor emérito da USP e um dos pioneiros na área de transplantes de órgãos
atualizado
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Morreu, aos 95 anos, o médico Silvano Raia, um dos principais nomes da área no Brasil. A informação foi confirmada nesta terça-feira (28/4) pela Academia Nacional de Medicina (ANM).
Pioneiro na realização de transplantes de fígado na América Latina, Silvano Raian conduziu, na década de 1980, procedimentos históricos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), consolidando-se como referência mundial na área.
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Professor emérito da USP, ele realizou o primeiro transplante de fígado da América Latina, no Hospital das Clínicas da universidade, consolidando-se como referência mundial.
Nos últimos anos, dedicava-se intensamente às pesquisas em xenotransplantes, técnica que utiliza órgãos de animais geneticamente modificados para transplante em humanos. Foi autor da técnica de transplante de fígado com doador vivo, conhecida como transplante intervivos. O método aumentou de maneira significativa as possibilidades de cirurgias, especialmente em crianças, e passou a ser utilizado em diversos países.
Em março deste ano, Silvano Raia liderou uma iniciativa da Universidade de São Paulo que resultou na clonagem do primeiro porco do Brasil e da América Latina, um marco para a ciência nacional.
Reconhecido internacionalmente, o médico também foi membro fundador da Sociedade Latino-Americana de Hepatologia, instituição que presidiu em 1968, além de integrar importantes entidades médicas, como o College of Surgeons, o American College of Surgeons e a Royal Society of Medicine.
No Brasil, presidiu a Sociedade Brasileira de Hepatologia entre 1982 e 1983 e participou ativamente de entidades como a Associação Paulista de Medicina e a Associação Médica Brasileira. Entre 1993 e 1995, ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde de São Paulo.
O velório foi realizado nesta terça-feira (28/4) das 15h às 20h no Teatro da Faculdade de Medicina (FM) da USP, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada.
