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São Paulo

Miss SP pede R$ 50 mil para Meta por manter ataques racistas em post

Milla Vieira sofreu ataques racistas quando foi coroada Miss SP, em junho de 2024. Modelo está processando a Meta por manter comentários

09/05/2025 14:59, atualizado 09/05/2025 17:12
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Reprodução/ Instagram
Milla Vieira, eleita Miss Brasil 2024, vem sofrendo ataques racistas nas redes sociais - Metrópoles

São Paulo — Milla Vieira, que foi alvo de ataques racistas nas redes sociais após ter sido coroada Miss SP em junho de 2024, abriu um processo contra a Meta, a empresa responsável pelo Instagram, alegando que a plataforma manteve os comentários preconceituosos.

O processo tramita em tutela de urgência na 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, em São Paulo. O juiz Antonio Manssur Filho, responsável pelo caso, determinou a exclusão imediata de quatro publicações e ordenou que a Meta fornecesse os dados de 93 usuários envolvidos nos ataques contra a modelo.

Uma multa de R$ 50 mil foi estabelecida caso a empresa não cumprisse a determinação. Em resposta enviada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, a Meta alegou que 7 das 93 contas não foram localizadas, podendo ter sido desativadas ou deletadas pelo próprio usuário, e que 11 demandam informações adicionais para serem encontradas.

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A defesa de Milla Vieira, representada pelo advogado Eduardo Barbosa, pediu a aplicação da multa estipulada pela Justiça, já que uma das publicações racistas permaneceu ativa.

O Metrópoles procurou a Meta para um posicionamento sobre o caso. A empresa disse que não vai comentar o assunto.

Miss SP sofreu ataques racistas após coroação

Milla Vieira foi coroada Miss São Paulo 2024 no dia 24 de julho de 2024 e, após a premiação, foi alvo de comentários racistas nas redes sociais. Tanto o Miss Universe Brasil quanto o Miss Universe São Paulo divulgaram nota lamentando os ataques.

Em agosto do ano passado, União Brasileira de Mulheres (UBM) solicitou investigação federal no caso dos ataques racistas. A entidade de mulheres pediu para o Ministério Público Federal abrir dois procedimentos: um criminal e outro civil.

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No dia 24/7, Milla Vieira foi coroada Miss São Paulo 2024
O sonho de Milla sempre foi vencer o concurso
A polícia abriu inquérito para investigar os ataques racistas
Polícia Civil afirmou que abriu inquérito para investigar os ataques sofridos pela Miss São Paulo 2024
Milla Vieira tem 34 anos e é de São Bernardo do Campo
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Milla Vieira tem 34 anos e é de São Bernardo do Campo

Instagram/ Nayara Salles
No dia 24/7, Milla Vieira foi coroada Miss São Paulo 2024
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No dia 24/7, Milla Vieira foi coroada Miss São Paulo 2024

Instagram/ Cassiano Grandi
O sonho de Milla sempre foi vencer o concurso
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A polícia abriu inquérito para investigar os ataques racistas
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A polícia abriu inquérito para investigar os ataques racistas

Reprodução/ Instagram
Polícia Civil afirmou que abriu inquérito para investigar os ataques sofridos pela Miss São Paulo 2024
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Polícia Civil afirmou que abriu inquérito para investigar os ataques sofridos pela Miss São Paulo 2024

Instagram/ Nayara Salles

O primeiro pedido da UBM, pedia que a investigação dos crimes de racismo e misoginia seja conduzida pela Polícia Federal, considerando o ambiente em que os delitos estão sendo praticados. “Considerando os fatos narrados, percebe-se que os ataques racistas e discriminatórios ocorreram no âmbito da internet e redes sociais. Nesse sentido, há uma potencialidade dos fatos serem acessados e publicados a partir de qualquer local do mundo, o que justifica a competência da Justiça Federal”, alegou a entidade.

Já no pedido de procedimento civil, a entidade solicita que sejam apurados quais mecanismos e ações os organizadores do concurso têm adotado em casos semelhantes.

Ainda em agosto, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar os ataques. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que apuração seria realizada pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso foi investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia Seccional de Avaré, com o objetivo de apurar o crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/89 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça ou cor). O inquérito foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário em abril de 2025.