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São Paulo

PCC no transporte: Milton Leite e outros 5 seguem foragidos após operação

Na quinta (17/9), Milton Leite informou ao Metrópoles que se apresentaria à polícia no prazo de 24h. Ele nega acusação de ligação com o PCC

18/09/2026 07:21, atualizado 18/09/2026 08:01
Lucas Bassi/Rede Câmara
Foto colorida do vereador Milton Leite, presidente da Câmara de São Paulo - Metrópoles

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite ainda não se apresentou à polícia e continua sendo considerado foragido. Ele tem um mandado de prisão em aberto no âmbito da operação policial realizada nessa quinta-feira (18/9) que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.

Poucas horas depois do início da ação policial, o ex-vereador afirmou ao Metrópoles que iria se apresentar em até 24 horas: “Eu vou me apresentar, eu pedi 24 horas para poder me apresentar. Não estou me escondendo não”, afirmou. O prazo passou e Milton Leite ainda não se apresentou até o momento desta publicação.

Ainda em conversa com a reportagem, Leite argumentou que não estava foragido e que estava em viagem ao interior paulista para a campanha do filho, Milton Leite Filho (União), que concorre à Câmara dos Deputados.

Operação Vectura Corrupta

A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo, nesta quinta-feira (17/9).

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Até o momento, 10 pessoas foram presas pela Polícia Civil, enquanto outras seis são procuradas.

De acordo com informações do delegado Fabricio Intelizano durante coletiva à imprensa, os investigados detidos ficarão presos por 30 dias, prazo que pode ser estendido por mais 30. As investigações continuam para apurar a participação de cada um dos suspeitos no esquema.

Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans  Levi dos Santos Oliveira também está entre os alvos e foi preso ainda na quinta. Outros 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, no interior e no litoral paulista.

As investigações constataram que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam, em tese, controladas pelo PCC. Essa infiltração, segundo as autoridades, ocorria por meio de uma estrutura organizada que combina o uso de empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.

O que dizem os envolvidos

A defesa de Levi dos Santos Oliveira afirmou que foi surpreendida com a notícia da prisão e que aguarda acesso aos autos para adotar as medidas cabíveis.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo anunciou que a intervenção determinada na empresa Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida adotada para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal determinou a intervenção na UPBus, “mesmo sem qualquer solicitação da Justiça”. A administração municipal diz que sempre agiu com rigor, inclusive encerrando contratos a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada.

A prefeitura informou ainda que abriu processo pela Controladoria-Geral do Município contra as empresas e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.

Também em nota, a Câmara Municipal de São Paulo disse acompanhar os desdobramentos das investigações promovidas pelo MPSP, em conjunto com a Polícia Civil e o Poder Executivo, e aguarda as conclusões.

O Metrópoles tenta contato com outros investigados.