Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Milton Leite diz não ter "RG e CPF" de investigados por elo com PCC

Arrolado como testemunha em investigação envolvendo empresas de ônibus, Milton Leite disse que irá colaborar com o MPSP

11/06/2024 18:31
Richard Lourenço/Rede Câmara
Imagem colorida mostra Milton Leite, homem negro, grisalho, de terno preto, na mesa da presidência do plenário da Câmara Municipal, falando ao microfone com o dedo indicador em riste e olhando para sua direita - Metrópoles

São Paulo Presidente da  Câmara Municipal da capital paulista, o vereador Milton Leite (União) disse que apesar de “conhecer profundamente” o funcionamento do transporte público na cidade, não possui maiores detalhes sobre dirigentes de empresas de ônibus investigados por suposto elo com o PCC.

“Todos vocês sabem que eu sou um profundo conhecedor de sistema de transportes da cidade de São Paulo. É óbvio que você conversa com todos os setores, de A a Z, mas eu não tenho CPF e RG de cada investigado, não sei quem eles são”, declarou nesta terça-feira (11/6).

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Leite acrescentou que tem maior proximidade com alguns dos dirigentes por serem vizinhos ao seu escritório, na zona sul paulistana. “Mas não acredito que estejam comprometidos com o crime organizado”, afirmou durante entrevista coletiva concedida na Câmara.

Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu habeas corpus e mandou soltar Luiz Carlos Efigênio, o Pandora, sócio da empresa Transwolff, acusado de liderar o esquema de lavagem de dinheiro do PCC nos ônibus da capital.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Pandora é ligado a Leite, que havia construído, em 2006, uma das garagens da Cooperpam – que deu origem à Transwolff. Em maio, a Justiça decretou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do vereador, que não está entre os denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), mas consta no rol de testemunhas da investigação.

“Obviamente eu respeito o trabalho do Ministério Público, se me chamassem como testemunha eu iria com a maior satisfação, acho que dá para colaborar muito com eles, até para eles entenderem o que é o sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo”, disse Leite.

O vereador também disse que, em 28 anos de mandato, nunca foi processado na vida pública.

“Estou processando diversas pessoas, mas não tenho nenhum processo, não tenho nenhuma condenação”, afirmou.