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São Paulo

Vídeo: milhares lotam ParadaSP com leques, símbolo da comunidade LGBT+

ParadaSP levou milhares de pessoas à Avenida Paulista para celebrar o orgulho LGBTQIAPN+ neste domingo (22/6). Leque é símbolo da comunidade

22/06/2025 16:24, atualizado 22/06/2025 17:42
Valentina Moreira/ Metrópoles
Imagem colorida mostra braço em primeiro plano com leque com as cores do arco-íris na mão direita. Ao fundo, aparece uma multidão e prédios da avenida Paulista - Metrópoles

Conhecida como a “maior parada LGBTQIAPN+ do mundo”, a edição deste ano da ParadaSP foi marcada pelos quantidade de leques (vídeo abaixo). O público atendeu ao chamado dos organizadores, que promoveram a campanha Levante Seu Leque, para que as pessoas usassem o objeto como gesto coletivo de orgulho, resistência e visibilidade neste domingo (22/6), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Veja: 

Em um dos trios, o funkeiro carioca Pedro Sampaio, tocou versões remixadas de clássicos como Ilariê, de Xuxa, e Toda forma de Amor, de Lulu Santos. Ao Metrópoles, ele se disse emocionado em participar do evento.

“Cada frase que eu falo ao microfone eu fico arrepiado”, emocionou-se o DJ e cantor.
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Milhares lotam a Av. Paulista na 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo
Milhares lotam a Av. Paulista na 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo
Milhares lotam a Av. Paulista na 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo
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Milhares lotam a Av. Paulista na 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo

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Milhares lotam a Av. Paulista na 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo

Valentina Moreira/Metrópoles

Mais cedo, em coletiva de imprensa, o artista havia dito que esperava viver neste domingo “a melhor tarde da vida”.

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Além de Pedro Sampaio, também se apresentaram Pepita e a Banda Uó e Desculpa Qualquer Coisa. A Parada do Orgulho LGBT+ deste ano presta homenagem às pessoas da comunidade que são idosas.

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Assim, o evento foi marcado pela presença de pessoas com mais de 60 anos, como Sônia Henrique, de 69 anos, que foi à Avenida Paulista com a namorada, que também se chama Sônia. Ela participou do evento primeira vez e acredita que a escolha do tema é importante visando um futuro “mais agradável para todos”.

“Que os mais jovens possam ajudar os mais [jovens] que vem vindo, para que a gente possa ter uma realidade melhor, mais bonita, mais agradável para todos. Sem que precise ter eventos pra que a gente possa ser ouvido, ser querido”, disse à reportagem do Metrópoles.

Pela segunda vez participando de uma Parada do Orgulho, Maurício Carlos de 62 anos, elogiou o evento. “Eu acho que tem que ter a liberdade”. Acompanhado de um casal de amigos, Maurício comentou o tema escolhido para o evento este ano, Envelhecer LGBT+ e falou sobre como foi assumir a homossexualidade já na vida adulta.

“Eu sou de família de italianos, então, eu nunca falei para ninguém. Só que eu cheguei numa fase da minha vida [na qual] que eu faço o que eu quero, do jeito que eu quero e não dou satisfação. Mas a minha preocupação é fazer o correto, fazer o certo. A nova geração só tem que tomar cuidado para não exagerar (…) É levar uma vida legal, uma vida boa, só isso”, disse.
Médica e ex-BBB Marcela Mc Gowan

A médica e ex-BBB Marcela Mc Gowan foi uma das celebridades que marcaram presença na 29º edição da ParadaSP.

Marcela, que é bissexual, disse que a escolha do tema Envelhecer LGBT+ levanta a importância de pensar em questões etárias, mas é também um lembrete de que é importante celebrar que a comunidade esteja envelhencendo.

“É muito importante a gente falar dessa temática porque finalmente a gente tá vendo uma população LGBT envelhencendo e vão aparecendo novas questões, de saúde mental, saúde física, solidão, e muitas outras questões que a gente precisa estar atento, de olho, para proteger a nossa população. Mas também [é muito importante] para celebrar ter uma população que pode envelhecer”, disse à reportagem do Metrópoles.

A ex-BBB também enfatizou que o evento é um “marco cultural que diz que a gente existe (…) para validar a nossa existência”.

Problema no metrô

A parada começou às 10h na Avenida Paulista e contou com 17 trios elétricos, que percorreram um trajeto passando por toda a avenida, encerrando as apresentações no início da Rua da Consolação, na altura da praça Roosevelt.

No começo do evento, uma falha na linha-3 Vermelha do metrô chegou a atrapalhar o acesso ao evento. A linha operava com velocidade reduzida e maior tempo de parada no horário em que acontecia a parada, que teve início às 10h, e até o início da tarde. O problema se deu entre 10h55 e 13h09.

A demora revoltou passageiros que foram às redes sociais reclamar. “Metrô dizendo que a velocidade da linha 3 tá reduzida. A linha na verdade está parada! 25 minutos na plataforma esperando”, escreveu um usuário do metrô no início da tarde.