Menina que desapareceu por 5 dias conheceu homem no jogo Free Fire

Após conhecer o homem no Free Fire, menina de 12 anos deixou sua casa, em Santos, e passou 5 dias no ABC, na casa dele, sem dar notícias

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Após conhecer o homem no Free Fire, a menina de 12 anos deixou sua casa, em Santos, e passou 5 dias no ABC, na casa dele, sem dar notícias - Metrópoles
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A menina de 12 anos que desapareceu no fim da tarde do último dia 6/7 após conhecer um homem na internet e voltou para casa na manhã de sexta-feira (11/7), teve o primeiro contato com o rapaz por meio do jogo on-line Free Fire. A jovem passou cinco dias na casa do “amigo”, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, afirmou o delegado Thiago Nemi Bonametti ao Metrópoles.

Segundo Bonametti, a menina não estava sendo mantida presa no local e estava lá por vontade própria. A família do rapaz também estava no local durante todos os dias em que ela ficou lá.

As investigações sobre o caso foram encaminhadas à Delegacia de Defesa da Mulher de Santos, que vai apurar as circunstâncias do desaparecimento. A responsabilização do jovem de 18 anos com quem a menina conversava ainda não foi estabelecida.

O que é Free Fire

Free Fire é um jogo eletrônico mobile de ação-aventura do gênero battle royale, criado pela desenvolvedora 111dots Studio e publicado pela Garena. O jogo foi lançado em dezembro de 2017.

O principal modo de jogo consiste em 50 jogadores que caem de paraquedas em uma ilha à procura de armas para eliminar os demais jogadores e equipamentos para aumentar o tempo de sobrevivência na partida.

Desapareceu após conhecer homem na internet

A garota de 12 anos saiu da casa onde mora com a mãe e uma irmã mais nova em Santos, no litoral de São Paulo, por volta das 18h30. Vídeos de câmeras de segurança registraram a última vez que a menina havia sido vista antes de desaparecer. Nas imagens, é possível vê-la vestida de preto e carregando uma bolsa e uma sacola enquanto caminha por uma rua.

Veja:

 

Depois desse momento, a garota de 12 anos ficou cinco dias sem ser vista. Segundo a mãe da adolescente, ela estava conversando com um homem que conheceu na internet.

A adolescente saiu de casa enquanto a mãe estava trabalhando.

O caso foi registrado e investigado no 2° Distrito Policial (DP) de Santos, onde a mãe registrou a ocorrência, que foi encaminhada à 3ª Delegacia do Deic da cidade.

Na noite anterior ao sumiço, María Patrícia encontrou a filha já dormindo, porém em ligação com um homem. Ao pegar o telefone e falar “alô”, o rapaz desligou. A mãe, então, enviou o contato dele para si e, do número pessoal, mandou uma mensagem para ele. O prefixo do número dele era da capital paulista.

Como a menina já estava dormindo, a mãe decidiu conversar sobre o assunto no dia seguinte. No domingo pela manhã, ela questionou a filha, que disse que o homem era um amigo dela. Quando tentou, novamente, mandar mensagem para o rapaz, María Patrícia foi bloqueada por ele.


Dinâmica do desaparecimento

  • A conversa entre a menina e María Patrícia se deu por volta das 9h da manhã. Às 11h, María saiu para trabalhar e deixou as duas filhas na casa da irmã, que mora próximo a ela.
  • Ao longo do dia, a mãe ligou diversas vezes para a filha, que afirmou que estava tudo bem.
  • Por volta de 15h, a garota saiu da residência da tia e voltou para a casa dela, avisando a mãe que iria limpar o local.
  • María Patrícia saiu do trabalho às 18h e avisou a filha, por meio de uma ligação, que estaria de volta às 19h ou 20h. Assim que desligou, a menor foi para a casa de outra tia – que também mora perto – e pediu para ela cuidar da irmã porque a adolescente iria limpar o apartamento.

“Sendo que ela já tinha limpado a casa. Ela já estava pensando em fugir, porque ela já tinha limpado a casa”, indagou María Patrícia. A tia percebeu que a jovem estava demorando e foi procurá-la.

Um menino que estava sentado na adega ao lado da casa avisou que a menina havia saído com uma mochila nas costas. María recebeu a ligação de sua irmã, alertando sobre o desaparecimento às 18h30 e, no mesmo momento, ligou para a filha, mas o celular dela já estava desligado.

“A minha filha é uma adolescente calma. Ela me obedece, ela nunca fugiu de casa […] Eu não tenho noção para onde minha filha foi”, lamentou María Patrícia na ocasião.

Segundo a mãe, a garota estava com uma saia, blusa e casaquinho pretos quando sumiu. Ela levou consigo quatro peças de roupa, um baby doll, o RG e o celular.

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