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São Paulo

Rixa de Hugo Motta e vice de petista travam federação MDB-Republicanos

Presidentes do MDB e do Republicanos já diagnosticaram aspectos regionais que são empecilhos para a federação e devem retomar conversas

12/06/2025 02:30, atualizado 12/06/2025 15:32
Reprodução/Redes Sociais
Imagens coloridas mostram dois homens de terno, lado a lado, sorrindo

Os deputados Baleia Rossi e Marcos Pereira, respectivamente presidentes nacionais do MDB e do Republicanos, devem se reunir em duas semanas para acertar as diferenças regionais que ainda são empecilhos para a formalização de uma federação dos dois partidos.

Uma das rixas estaduais diz respeito ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aliado do governador paraibano João Azevêdo (PSB). Na Paraíba, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) rompeu com Azevêdo pouco antes das eleições de 2022 e, desde então, faz oposição ao governador.

Rixa de Hugo Motta e vice de petista travam federação MDB-Republicanos - destaque galeria
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Jader Filho (MDB), que também é ministro do governo petista, vê a aliança com bons olhos mas pondera sobre ajustes regionais
Os ministros participaram de um painel sobre Infraestrutura no Fórum Esfera em Guarujá (SP)
Rixa de Hugo Motta e vice de petista travam federação MDB-Republicanos - imagem 4
Na última eleição de São Paulo, maior cidade do país, o presidente Lula (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ficaram de lados opostos
Marcos Pereira, Hugo Motta e Tarcísio de Freitas, líderes do Republicanos
Ministro de Lula (PT), Renan Filho (MDB) defendeu federação com o Republicanos.
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Ministro de Lula (PT), Renan Filho (MDB) defendeu federação com o Republicanos.

Jader Filho (MDB), que também é ministro do governo petista, vê a aliança com bons olhos mas pondera sobre ajustes regionais
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Jader Filho (MDB), que também é ministro do governo petista, vê a aliança com bons olhos mas pondera sobre ajustes regionais

Os ministros participaram de um painel sobre Infraestrutura no Fórum Esfera em Guarujá (SP)
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Os ministros participaram de um painel sobre Infraestrutura no Fórum Esfera em Guarujá (SP)

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Reprodução/ CanalGov
Na última eleição de São Paulo, maior cidade do país, o presidente Lula (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ficaram de lados opostos
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Na última eleição de São Paulo, maior cidade do país, o presidente Lula (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ficaram de lados opostos

Flickr/Palácio do Planalto
Marcos Pereira, Hugo Motta e Tarcísio de Freitas, líderes do Republicanos
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Marcos Pereira, Hugo Motta e Tarcísio de Freitas, líderes do Republicanos

Divulgação/Republicanos
Baleia Rossi, Presidente Nacional do MDB, tem negociado federação com Marcos Pereira
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Baleia Rossi, Presidente Nacional do MDB, tem negociado federação com Marcos Pereira

Fábio Vieira/Metrópoles
Marcos Pereira (Republicanos) e Baleia Rossi (MDB), presidentes dos partidos, negociam federação entre as legendas
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Marcos Pereira (Republicanos) e Baleia Rossi (MDB), presidentes dos partidos, negociam federação entre as legendas

Reprodução/Redes Sociais

Outra diferença regional é na Bahia, onde o governador petista Jerônimo Rodrigues tem como vice Geraldo Júnior, do MDB. Jerônimo deve tentar a reeleição, mas o Republicanos está inclinado a apoiar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que deve sair como candidato ao governo baiano.

Em Roraima, o vice-governador Edilson Damião Lima (Republicanos) pretende ser cabeça de chapa ao governo do estado em 2026, mas o MDB tem a ex-prefeita de Boa Vista Teresa Surita (MDB) como pré-candidata. Ela foi casada com o ex-senador Romero Jucá (MDB), quando ele era governador de Roraima. Nos bastidores, especula-se que o vice-governador possa trocar o Republicanos pelo PSD.

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O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), também aparecem como os principais candidatos a concorrer ao governo capixaba. Um levantamento de junho, do Instituto Paraná Pesquisas, mostra Pazolini com 26,1% das intenções de voto e Ferraço com 21,7%.

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A arrumação para acolher as diferenças regionais dentro da federação ainda não foi definida, mas, segundo o deputado Baleia Rossi, os empecilhos serão solucionados em breve.

“As arestas são poucas e fáceis de resolver”, diz o presidente do MDB ao Metrópoles.

Na segunda-feira (9/6), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu lideranças dos dois partidos no Palácio dos Bandeirantes. A primeira reunião foi com Marcos Pereira e Hugo Motta, seus correligionários. Na sequência, com Baleia Rossi (MDB).

Oficialmente, o presidente emedebista, que estava acompanhado do deputado estadual Leo Oliveira e do prefeito de Cravinhos, Itamar Bueno, ambos da mesma sigla, disse que a agenda foi para tratar de um “tema regional”. Já Pereira disse que foi com o presidente da Câmara se encontrar com o governador do Republicanos para uma “visita de cortesia”.


As conversas do MDB e do Republicanos

  • Em abril, Baleia Rossi e Marcos Pereira iniciaram conversas sobre a federação MDB-Republicanos.
  • No mês seguinte, os dirigentes partidários se reuniram novamente para diagnosticar os conflitos regionais.
  • Com a federação, as siglas vão ter uma bancada de 89 parlamentares na Câmara dos Deputados.
  • No início do ano, ambos os partidos estavam em conversas avançadas com o PSDB, mas os tucanos preferiram se unir ao Podemos.

Ministros de Lula defendem federação

Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades), ministros emedebistas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defenderam a federação com o Republicanos na semana passada.

“Há a federação do PT, que tem em torno de 100 deputados, o PL com em torno de 100 deputados, o União Brasil e o PP com 100 deputados. E digo ao MDB e ao Republicanos: ou a gente forma uma federação e vamos a próximo de 100 deputados na Câmara e à maior bancada do Senado, ou então vamos para série B da política”, disse Renan a empresários em evento no litoral paulista.