Mc Negão Original é alvo de operação contra golpes em larga escala
Operação do Deic contra golpes investiga envolvimento de um dos principais nomes do funk paulista, o Mc Negão Original
atualizado
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Policiais fizeram buscas, na manhã desta terça-feira (24/2), em um endereço em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo ligado ao cantor de funk João Vitor Ribeiro, conhecido como Mc Negão Original. Ele é procurado para o cumprimento de mandado de prisão na operação “Fim da Fábula”, realizada pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil paulista.
A investigação apura possível envolvimento do cantor em um esquema fraudulento de golpes em larga escala. São cumpridos 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária, além do bloqueio judicial de R$ 100 milhões em bens dos investigados.
A investigação revelou que a quadrilha responsável por golpes digitais em série montou uma engrenagem financeira baseada no uso intensivo de fintechs e plataformas de apostas on-line (bets) para lavar aproximadamente R$ 100 milhões obtidos com fraudes em todo o país.
A ação é coordenada pelo Deic, por meio da Divisão de Crimes contra o Patrimônio, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp).
A operação ocorre simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. No estado paulista, são cumpridos mandados em São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Santo André, São José do Rio Preto, Praia Grande, São Vicente, Atibaia e Guarulhos,. Em Minas, os mandados são em Capitólio, Belo Horizonte e Nova Lima, além de Brasília.
Também foram determinados bloqueios de bens móveis e imóveis, além de restrição judicial sobre 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, com limite de até R$ 100 milhões por conta.
Entre os golpes apurados estão o chamado “golpe do INSS”, o “golpe do falso advogado” e o “golpe da mão fantasma”. O esquema também envolveria o uso de cartões clonados, falsas centrais telefônicas e até a utilização de BETs e fintechs para movimentação de recursos e clonagem de chaves PIX.
Segundo os investigadores, a associação criminosa utilizava estrutura organizada, com divisão de tarefas e ocultação patrimonial.
O MPSP identificou pelo menos 36 imóveis vinculados aos investigados, além de centenas de veículos e embarcações, muitos registrados em nome de laranjas ou empresas fictícias.
A decisão judicial que autorizou os bloqueios foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
Participam da operação cerca de 400 policiais civis e promotores de Justiça.










