Manifestantes começam a chegar à Paulista para ato pró-Bolsonaro
Manifestação será a primeira desde a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e o quarto ato de 2025 na Avenida Paulista
atualizado
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Manifestantes que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendem a anistia aos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023 começaram a chegar à Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo (7/9).
A manifestação, prevista para começar às 15 horas, será a primeira desde a decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro e o quarto ato de 2025 em um dos maiores cartões-postais da capital paulista.
Muitos manifestantes estão vestidos com camisas verdes e amarelas e portam bandeiras do Brasil e de também de outros países, como Estados Unidos e Israel.
Gilson da Silva Souza, 51 anos, veio do Rio de Janeiro para participar do ato na capital paulista. Para ele, a intervenção dos Estados Unidos não é uma “interferência nacional”, mas uma forma de mostrar “a sujeira que tem Brasil”.
Ele afirma defender liberdade “não só para Bolsonaro” e os “presos por um suposto golpe”, mas “liberdade para todos os brasileiros, para os meus filhos, meus netos”.
Tarcísio vai comparecer
As principais atrações do ato na Avenida Paulista devem ser a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o pastor Silas Malafaia, organizador do evento.
Também devem discursar o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-SP), e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).
Os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, irão à Paulista. Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, não comparecerá. Há expectativa de que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), participe do ato, mas ele ainda não confirmou presença.
O protagonismo político do ato deve ficar com Tarcísio de Freitas, após ter prometido dar um indulto a Bolsonaro caso se eleja presidente da República no ano que vem. Nesta semana, Tarcísio foi a Brasília para costurar, no Congresso Nacional, uma articulação pela anistia aos envolvidos no 8 de janeiro.
Em junho, Bolsonaro não pôde participar da manifestação devido às medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A aparição de Bolsonaro nos atos, por meio de chamada telefônica, lhe custou a decretação de prisão domiciliar. Tarcísio, por sua vez, estava no Hospital Albert Einstein, na zona oeste de São Paulo, para um procedimento na tireoide. À época, a ausência do governador foi criticada pelo “núcleo duro” bolsonarista, incluindo Malafaia.
Nesta semana, a Primeira Turma do Supremo retomará o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus acusados envolvidos em uma suposta tentativa de golpe de Estado, em 2022. Quatro sessões estão previstas entre terça-feira (9/7) e sexta-feira (12/9), quando a análise do caso no colegiado deve ser concluída.




















