“Mais uma serial killer”: gêmea de universitária também é denunciada

Irmãs estão presas sob a suspeita de arquitetarem e executarem, em parceria, o assassinato de ao menos 4 vítimas, entre janeiro e maio

atualizado

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Roberta Veloso, irmã da serial killer de Guarulhos Ana Paula Veloso, também foi indiciada por 4 mortes - Metrópoles
1 de 1 Roberta Veloso, irmã da serial killer de Guarulhos Ana Paula Veloso, também foi indiciada por 4 mortes - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Roberta Cristina Veloso Fernandes por quatro homicídios qualificados, acusando-a de atuar ao lado da irmã gêmea, Ana Paula Veloso Fernandes, também já denunciada, em uma série de assassinatos cometidos com o uso de veneno, entre janeiro e maio deste ano.

Em denúncia, assinada no último dia 17 na Vara do Júri de Guarulhos, Grande São Paulo, os promotores Rodrigo Merli Antunes e Vania Cáceres Stefanoni afirmaram que Roberta “revela ser uma assassina em série tal como a irmã”, apresentando o mesmo padrão de “crueldade e frieza” em todos os crimes.

“Além da gravidade das infrações cometidas ser indiscutível, bem como de estarmos diante de mais uma serial killer, é certo que a investigação já demonstrou que Roberta também teve a intenção de atrapalhar os trabalhos da Polícia Judiciária, não só eliminando vestígios, como direcionando provas a terceiros inocentes”, afirmaram os promotores no pedido de conversão da prisão temporária em preventiva.

As gêmeas, segundo a denúncia obtida pelo Metrópoles e redigida com base no inquérito policial, são apontadas como responsáveis pelas mortes de Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres, no intervalo de quatro meses. Os crimes ocorreram em Guarulhos (SP), na capital paulista, e em Duque de Caxias (RJ).

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Ana Paula Veloso é acusada de envenenar quatro pessoas em SP e RJ
Ana Paula Veloso Fernandes, apontada pela polícia como a serial killer de Guarulhos
Ana Paula Veloso Fernandes, apontada pela polícia como a serial killer de Guarulhos
Ela usava “TCC” como código para planejar homicídios
Acusada está envolvida em ao menos quatro mortes por envenenamento
Uma da vítimas foi morta após encontro via app
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Uma da vítimas foi morta após encontro via app

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Ana Paula Veloso é acusada de envenenar quatro pessoas em SP e RJ
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Ana Paula Veloso é acusada de envenenar quatro pessoas em SP e RJ

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Ana Paula Veloso Fernandes, apontada pela polícia como a serial killer de Guarulhos
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Ana Paula Veloso Fernandes, apontada pela polícia como a serial killer de Guarulhos

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Ana Paula Veloso Fernandes, apontada pela polícia como a serial killer de Guarulhos

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Ela usava “TCC” como código para planejar homicídios
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Ela usava “TCC” como código para planejar homicídios

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Acusada está envolvida em ao menos quatro mortes por envenenamento
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Acusada está envolvida em ao menos quatro mortes por envenenamento

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Ana Paula confessou ter matado colega de moradia à polícia
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Ana Paula confessou ter matado colega de moradia à polícia

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Ana Paula Veloso, apontada pela polícia com a serial killer de Guarulhos
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Ana Paula Veloso, apontada pela polícia com a serial killer de Guarulhos

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Ana Paula Veloso, apontada pela polícia com a serial killer de Guarulhos

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Ana Paula Veloso, apontada pela polícia com a serial killer de Guarulhos
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Ana Paula Veloso, apontada pela polícia com a serial killer de Guarulhos

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Feijoada envenenada matou Neil, pai da contratante do crime
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Feijoada envenenada matou Neil, pai da contratante do crime

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Serial killer de Guarulhos relatou com frieza a morte de uma das vítimas
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Serial killer de Guarulhos relatou com frieza a morte de uma das vítimas

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Roberta Veloso, irmã da serial killer de Guarulhos Ana Paula Veloso, também foi indiciada por 4 mortes
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Roberta Veloso, irmã da serial killer de Guarulhos Ana Paula Veloso, também foi indiciada por 4 mortes

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Investigação aponta que Ana testou veneno em cachorros antes dos crimes
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Investigação aponta que Ana testou veneno em cachorros antes dos crimes

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Irmãs Ana Paula e Roberta Veloso são apontadas como cúmplices
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Irmãs Ana Paula e Roberta Veloso são apontadas como cúmplices

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Ana matou Neil por encomenda, no Rio de Janeiro
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Ana matou Neil por encomenda, no Rio de Janeiro

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Criminosa está presa desde setembro
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Criminosa está presa desde setembro

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Na casa dela foi encontrado veneno
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Na casa dela foi encontrado veneno

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Ana Paula está presa desde 4 de setembro. Roberta foi detida pouco tempo depois. Michele Paiva da Silva, filha de uma das vítima, assassinada no Rio de Janeiro, foi presa no último dia 7 de outubro, sob a suspeita de contratar as gêmeas para o crime.

Todas as vítimas, conforme a investigação, morreram após ingerirem alimentos contaminados com “chumbinho” – veneno ilegal, usado para matar ratos que foi ministrado por Ana Paula, incentivada por Roberta, como consta no processo do caso.

Alimentos envenenados

O primeiro crime, segundo o MPSP, ocorreu em janeiro, quando Marcelo Hari Fonseca, proprietário do imóvel onde as irmãs moravam, foi envenenado, na Rua São Gabriel, em Guarulhos. O objetivo, segundo a denúncia, era “se apossar do imóvel”. Ana Paula teria colocado o veneno em um bolinho frito oferecido a Marcelo, com o apoio de Roberta, que se beneficiaria com o uso da casa.

Poucos meses depois, entre 10 e 11 de abril, a vítima foi Maria Aparecida Rodrigues, também envenenada em Guarulhos. A motivação seria vingança. Ana Paula quis incriminar falsamente um policial militar com quem havia terminado um relacionamento. Roberta teria encorajado a irmã e ajudado a sustentar a farsa.

Já em 26 de abril, as irmãs viajaram ao Rio de Janeiro, onde mataram Neil Corrêa da Silva, de 60 anos, pai de uma amiga de Ana Paula. Segundo a denúncia, o crime foi cometido “em razão de promessa de recompensa”. O veneno foi inserido nos alimentos da vítima, em Duque de Caxias.

O último homicídio atribuído à dupla ocorreu em 23 de maio, no bairro do Brás, no centro paulistano. A vítima, o tunisiano Hayder Mhazres, havia conhecido Ana Paula por aplicativos de relacionamento. Após o assassinato, a acusada tentou se passar por herdeira dele, alegando estar grávida, a farsa foi descoberta pela polícia. O MPSP afirma que Roberta também participou do crime, estimulando a irmã e aguardando parte dos ganhos financeiros que esperavam obter.

Denúncias

Roberta foi denunciada pela Promotoria por quatro homicídios qualificados – três por motivo torpe e um também por promessa de recompensa –, todos praticados com emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa das vítimas, caracterizando-os como crimes hediondos.

Como já mostrado pelo Metrópoles, as “gêmeas do crime” mantinham um padrão com o qual aproximavam-se das vítimas, valendo-se de discursos de amizade, ou ainda romance, aplicavam veneno em comidas, bebidas e, depois, tentavam se beneficiar financeiramente.

A série de mortes ligou o alerta da polícia devido à “frieza e racionalidade” das ações, que agora levou a Justiça a enquadrar Roberta Cristina Veloso Fernandes também como serial killer.

O que diz a defesa das acusadas

O advogado Almir da Silva Sobral, que defende as irmãs, diz, em nota, que qualquer afirmação prematura sobre a participação das duas nos crimes é uma violação direta do princípio da presunção de não culpabilidade. “Nesta fase, em que as provas ainda estão sendo formadas e examinadas, não é possível afirmar ou negar categoricamente qualquer tese defensiva.”

“Acreditamos que, ao final da apuração, a verdade real virá à tona”, acrescenta a nota.

A defesa de Michele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

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