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São Paulo

Mais de 400 mil seguem sem energia em SP após chuvas, diz Nunes

Prefeito de SP disse que Enel deveria ter dado resposta mais rápida sobre a queda de energia e falou que vai pedir um plano de contingência

06/11/2023 07:55, atualizado 06/11/2023 11:31
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Bruno Ribeiro/Metrópoles
Imagem colorida mostra árvore caída em cima de carro em São Paulo. Problema causou queda de energia em diversas regiões. Tempestade causou a morte de várias pessoas - Metrópoles

São Paulo – O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), disse, nesta segunda-feira (6/11), que aproximadamente 413 mil moradores da cidade continuam sem energia elétrica, após as fortes chuvas que atingiram a cidade no último dia 3/11.

A Enel, empresa que distribui energia na capital, afirma que a situação será normalizada até terça-feira (7/11). Segundo a concessionária, 465 mil imóveis ainda estavam sem energia na manhã desta segunda na área de concessão, o que inclui cidades da região metropolitana.

Segundo Nunes, São Paulo registrou mais de 300 quedas de árvores sobre a rede elétrica. Até o momento, 172 foram removidas. Ao todo, mais de 1,4 milhão de pessoas foram atingidas pela queda de energia na última sexta-feira (3/11).

“Estamos aqui com todo o esforço. A gente ampliou as equipes. O pessoal da Defesa Civil, das subprefeituras, para poder trazer a cidade de volta o quanto antes. Mas, em muitas situações, a gente depende que a Enel faça seu trabalho de desligamento para remover as árvores e restabelecer a energia”, afirmou Nunes, em entrevista ao Bom Dia, São Paulo.

O prefeito afirmou que a energia foi restabelecida em todas as unidades básicas de saúde e hospitais da cidade. Doze escolas ainda estão sem energia. No caso dos semáforos, havia 652 sem funcionar. Agora são 77.

Demora da Enel

Nunes afirmou que a resposta da Enel deveria ter sido mais rápida. Ele disse que vai se reunir nesta segunda, às 16h30, com o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval de Araújo Feitosa Neto, e com representantes da Enel no Palácio do Governo para pedir que a concessionária apresente um plano de contingência.

“Realmente houve um problema. É algo que está aí colocado. É uma situação dramática. A resposta precisa ser mais rápida. Às vezes, as pessoas acham que a Enel é uma companhia da prefeitura, que a prefeitura tem alguma inserção sobre suas atividades. Não, a Enel é uma concessionária do governo federal. Tem uma agência nacional que faz a fiscalização”, disse Nunes.

“É preciso que eles tenham um maior número de equipamentos e funcionários preparados para uma situação dessas”, completou.

Em todo o estado de São Paulo, foram registradas as mortes de sete pessoas relacionadas às fortes chuvas. Dessas, duas mortes ocorreram na zona leste da capital, após a queda de árvores sobre veículos.

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