Mãe de menino que defecou camisinhas descumpre prisão domiciliar
Mãe que cumpre prisão domiciliar foi flagrada descumprindo medida imposta pela Justiça. Menino foi encaminhado ao Conselho Tutelar
atualizado
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A Polícia Civil pediu, nesta quinta-feira (21/5), a prisão preventiva da mãe do menino de 2 anos que defecou camisinhas na creche, em Cerquilho, no interior de São Paulo, para que ela seja presa novamente. A mulher, de 26 anos, cumpre prisão domiciliar, porém foi flagrada descumprindo a medida imposta pela Justiça.
Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram a mãe da vítima embarcando em um carro na Rua Doutor Soares Hungria, no centro da cidade. Ela aparece acompanhada de outra mulher, que ainda não foi identificada.
A mulher foi presa no dia 14 de abril após o filho dela apresentar dificuldade para fazer cocô e defecar preservativos no banheiro de uma creche. A diretora da unidade de ensino denunciou a situação às corporações de segurança da cidade, que prenderam a responsável e resgataram o garoto.

Após ter sido decretada a prisão domiciliar da mulher, a polícia passou a monitorar e fiscalizar a detida. Por meio de câmeras de segurança e drones, a corporação flagrou a mãe descumprindo a medida.
A Polícia Civil reuniu as imagens e pediu a prisão preventiva da suspeita e pela revogação do alvará de soltura da mulher. Ela já foi denunciada algumas vezes por maus-tratos contra os três filhos, de 2, 4 e 8 anos, que foram encaminhados ao Conselho Tutelar.
A polícia investiga se o filho de 2 anos foi estuprado ou se ingeriu as camisinhas em casa, por falta de cuidados da responsável. Os filhos da mulher não tinham água e alimentação em casa, e o local era tomado por fezes.
O caso é investigado como maus-tratos, estupro de vulnerável e desacato, na Delegacia de Cerquilho.
Conselho Tutelar é investigado por possível negligência
A Polícia Civil de Cerquilho também instaurou, na segunda-feira (18/5), uma investigação para apurar possível prevaricação e negligência de conselheiras tutelares no caso do menino de 2 anos.
A polícia quer saber por que o Conselho Tutelar não acionou as polícias no momento em que o crime foi descoberto, bem como esclarecer por que as conselheiras autorizaram a mãe suspeita dos crimes, hoje em prisão domiciliar por maus-tratos, estupro e desacato, a levar o garoto para casa.
Segundo a corporação, as conselheiras, de fato, compareceram à creche e documentaram as “provas do crime”. Contudo, elas teriam, de acordo com a apuração policial, orientado funcionários da escola a darem descarga, o que foge dos protocolos investigatórios. Apesar disso, funcionários mantiveram a cena intacta, o que permitiu a coleta do material para análise e, assim, evidências para a prisão em flagrante da mãe da criança.
Outra dúvida levantada pela polícia refere-se à conduta das conselheiras, em especial na condução do aluno vítima ao hospital. Conselheiras não permitiram que tanto a professora, pessoa mais próxima da criança, quanto a diretora acompanhassem o atendimento médico.
Depois do atendimento, as conselheiras entregaram a tutela da criança à mãe, que, segundo a polícia, apresentava estado aparente de descontrole.
A polícia investiga também possível abuso de autoridade por parte das conselheiras tutelares.