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São Paulo

Governo Lula expõe na TV operação na Faria Lima: "Coração financeiro do crime"

Propaganda lançada pelo governo Lula na TV aposta no discurso de que a gestão federal está investigando o andar de cima do crime organizado

22/09/2025 13:12, atualizado 22/09/2025 14:53
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Material cedido ao Metrópoles
Imagem colorida de viaturas da Receita Federal na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Metrópoles

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou uma nova campanha na TV, na qual expõe a megaoperação da Polícia Federal (PF) contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que liga o Primeiro Comando da Capital (PCC) a fundos de investimento da Faria Lima, centro financeiro do país.

A peça publicitária destaca a investigação sobre “quem está no topo” do crime organizado, amplificando a aposta do governo em um discurso contra privilégios e crimes cometidos pela elite do país. Em outro vídeo recente, o governo defendeu a proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por meio da taxação de super-ricos.

As operações da PF citadas na campanha do governo federal foram realizadas no fim de agosto e cumpriram mandados de prisão contra empresários do setor de combustíveis suspeitos de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro, e mandados de busca e apreensão em fundos de investimentos, corretoras e outras empresas ligadas ao mercado financeiros na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

“O governo do Brasil fez a maior operação da história contra o crime organizado, e o crime organizado não tem esse nome por acaso. Ele atua em rede e controla até empresas, de postos de gasolina a prédios elegantes. Mas o governo do Brasil enfrentou com coragem, atingiu o coração financeiro do crime e a justiça, desta vez, vai chegar até a quem está no topo. Governo do Brasil contra o crime organizado, do lado do povo brasileiro”, diz a propaganda.

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Disputa por holofotes

As duas operações da PF que focavam crimes da Faria Lima ocorreram simultaneamente a uma do Ministério Público de São Paulo (MPSP) no fim de agosto, batizada de Carbono Oculto. As ações geraram uma disputa entre os governos Lula e Tarcísio de Freitas (Republicanos) para capitalizar as operações — o governador de São Paulo é apontado como possível rival do petista em 2026.

No governo federal, além do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a quem a Polícia Federal (PF) está subordinada, os anúncios das operações Quasar e Tank, da PF, contaram com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cotado para disputar o governo paulista ou o Senado pelo estado.

Governo Lula expõe na TV operação na Faria Lima: “Coração financeiro do crime” - destaque galeria
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Megaoperação cumpre mandados contra esquema em postos de combustíveis e fintechs controlados pelo PCC
Operação Carbono Oculto
Operação Carbono Oculto
Cerca de 1 mil postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024
A megaoperação descobriu que pelo menos 40 fundos de investimentos foram utilizados como estruturas para ocultação de patrimônio
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Divulgação/Receita Federal
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Cerca de 1 mil postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024
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A megaoperação descobriu que pelo menos 40 fundos de investimentos foram utilizados como estruturas para ocultação de patrimônio
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Operações financeiras por meio de fintechs dificultavam o rastreamento dos valores que eram transacionados
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Foram sonegados mais de R$ 7,6 bilhões  em impostos, segundo a megaoperação
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Proprietários dos postos de combustíveis venderam seus estabelecimentos ao grupo criminoso e eram ameaçados de morte caso fizessem alguma cobrança
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Há indícios de que lojas de conveniência e padarias também parcipavam do esquema
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Divulgação/Polícia Federal

Já pelo governo Tarcísio, participaram da coletiva na sede do MPSP os secretários Samuel Kinoshita (Fazenda) e Guilherme Derrite (Segurança). Recém-filiado ao PP, Derrite também é cotado para concorrer a uma das duas cadeiras de senador no pleito de 2026 e citado até como possível candidato ao governo paulista, caso Tarcísio realmente concorra à Presidência.