Deputado homenageia Zambelli, foragida na Itália, em ato na Paulista
Deputado Sóstenes Cavalcante (PL) afirmou que deputada federal é uma das vítimas da perseguição do Judiciário à direita brasileira
atualizado
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O líder do PL na Câmara Federal, deputado Sóstenes Cavalcante, prestou homenagem à deputada federal Carla Zambelli (PL), foragida da Justiça na Itália, durante o ato em desagravo ao presidente Jair Bolsonaro (PL) que acontece na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (29/6). A manifestação tem transmissão ao vivo no canal do YouTube do Metrópoles.
O parlamentar afirmou que dos 65 deputados investigados em inquéritos no Supremo Tribunal Federal, 39 são do PL e a grande maioria dos outros é de direita. Ele afirma que ministros tentam minar candidaturas de direita ao Senado.
“Quero aqui na avenida Paulista homenagear aqueles que são perseguidos pelo Judiciário Brasileiro. Homenagem a Daniel Silveira, Carla Zambelli e ao nosso general Braga Netto. Vamos dar aplauso a nossos guerreiros em nome de todos os perseguidos”, afirmou.
A parlamentar deixou o Brasil em 25 de maio, logo após a condenação definitiva no STF por tentativa de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Condenação
A condenação de Zambelli, decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, refere-se à invasão dos sistemas do CNJ em janeiro de 2023. Conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli foi a autora intelectual da ação, que resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a Polícia Federal, o ataque cibernético foi executado pelo hacker Walter Delgatti Neto, que confessou ter agido sob orientação da deputada. Delgatti afirmou ter recebido um texto redigido por Zambelli para ser inserido no sistema, além de pagamentos que somam ao menos R$ 13,5 mil. A PF aponta que o hacker usou credenciais falsas para acessar os bancos de dados do Judiciário Federal.
Ato pró-Bolsonaro
- O ato na Avenida Paulista foi convocado em meio ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista após o resultado das eleições de 2022.
- O slogan do encontro deste domingo é “Justiça Já”, em desagravo ao ex-presidente que enfrenta o processo criminal no Supremo.
- Bolsonaristas que começaram a se aglomerar pela manhã, antes do ato, marcado para 14h, levaram bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos (EUA), dispostas, lado a lado, além de cartazes destinados ao presidente norte-americano Donald Trump.
- Na lista de aliados presentes no ato organizado pelo pastor Silas Malafaia, estão o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aliados no Congresso Nacional, como o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PL), a deputada Bia Kicis (PL) e a presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Caroline de Toni (PL).
- Esta é a 6ª vez que Bolsonaro convoca apoiadores para a ruas desde que deixou a Presidência da República.
Mobilização popular
- Os números do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da USP, mostram que, ao longo do tempo, as manifestações bolsonaristas perderam a capacidade de adesão.
- Em 25 de fevereiro do ano passado, o ex-presidente levou 185 mil pessoas à Avenida Paulista. Em 6 de abril deste ano, 44,9 mil pessoas foram à última manifestação, em São Paulo – uma redução de 75%.
- No período entre os dois atos, ainda houve outros três protestos de aliados de Bolsonaro. Em 21 de abril, o monitor da USP mediu 32,7 mil pessoas em um ato em Copacabana. Já no Dia da Independência do ano passado, 7 de setembro, 45,4 mil pessoas estiveram na Paulista.
- No dia 16 de março deste ano, 18,3 mil pessoas se manifestaram em apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro.
































