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São Paulo

Líder do Movimento de Mulheres Olga Benario é vítima de feminicídio

Gabriela Mariel foi morta pelo marido durante a madrugada de quarta. Em Mauá, onde ocorreu o feminicídio, não há DDM 24h

Repórter de São Paulo05/06/2025 16:27, atualizado 06/06/2025 09:41
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Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida de Gabriela Mariel, vítima de feminicídio. - Metrópoles

A militante Gabriela Mariel, de 33 anos, foi vítima de feminicídio, crime ocorrido na madrugada dessa quarta (4/6), em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Uma das lideranças do Movimento de Mulheres Olga Benario no ABC, ela foi morta pelo marido e deixa uma filha, de 9 anos.

“É com profundo pesar e muita revolta que informamos a morte de nossa grande camarada Gabi. Mãe solo, trabalhadora da escala 6×1, PCD, era uma das principais responsáveis pelo trabalho do Movimento de Mulheres na cidade de Mauá”, noticiou a organização da qual Gabriela fazia parte.

De acordo com o movimento, a militante foi coordenadora da Ocupação da Mulher Operária Alceri Maria Gomes da Silva e esteve na linha de frente na luta pela Delegacia da Mulher 24 horas em Mauá, “pelos serviços de atendimento às vítimas de violências e pelo direito das mulheres e das crianças”.


Casos de feminicídio na região

  • O Movimento Olga Benario destacou, em nota à imprensa, que o Brasil é o quinto país do mundo que mais assassina mulheres.
  • Segundo a organização, o assassinato de Gabriela é o sexto caso de feminicídio da região, só neste ano.
  • “Por isso o enfrentamento à violência contra as mulheres se faz urgente”, disseram as militantes.
  • O movimento denunciou ainda que Mauá não possui uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas para atender mulheres vítimas de violência.
  • “Nos últimos meses, Gabi reunia mulheres e, junto ao movimento, estavam colhendo assinaturas para o baixo assinado por uma delegacia 24h em Mauá”, diz a nota.
  • O Metrópoles questionou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre a ausência de uma DDM 24h em Mauá.
  • Em nota, a SSP disse que Mauá tem uma das 162 “Salas DDMs em plantões policiais” do estado, sem informar sobre o funcionamento 24h.
  • “Policiais militares atenderam a ocorrência e encontraram no local o ex-companheiro da vítima, que confessou o crime e foi preso em flagrante. A investigação foi encaminhada à DDM da cidade, que realiza as diligências finais para esclarecer os fatos”, diz a SSP.
  • A pasta ainda afirma não ter localizado medidas protetivas de urgência solicitadas anteriormente pela vítima.

Militantes protestam após caso de feminicídio

O Movimento de Mulheres Olga Benario organizou uma manifestação, às 5h da manhã dessa quarta, na frente da estação Mauá da CPTM. Segundo a organização, o protesto reuniu mais de 160 pessoas com velas e cartazes.

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Protesto reuniu mais de 160 pessoas com velas e cartazes.
Movimento denuncia que que Mauá não possui uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas para atender mulheres vítimas de violência.
O Movimento Olga Benario destacou, em nota à imprensa, que o Brasil é o quinto país do mundo que mais assassina mulheres.
Segundo a organização, o caso da Gabriela é o 6° caso de feminicídio da região só neste ano.
Novo protesto está previsto para acontecer às 17h desta sexta (6/6), também na frente da estação Mauá, na Avenida Rio Branco.
Feminicídio de Gabriela Mariel, de 33 anos, motivou protesto em Mauá.
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Feminicídio de Gabriela Mariel, de 33 anos, motivou protesto em Mauá.

Divulgação/Movimento de Mulheres Olga Benario
Protesto reuniu mais de 160 pessoas com velas e cartazes.
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Protesto reuniu mais de 160 pessoas com velas e cartazes.

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Movimento denuncia que que Mauá não possui uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas para atender mulheres vítimas de violência.
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Movimento denuncia que que Mauá não possui uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas para atender mulheres vítimas de violência.

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O Movimento Olga Benario destacou, em nota à imprensa, que o Brasil é o quinto país do mundo que mais assassina mulheres.
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O Movimento Olga Benario destacou, em nota à imprensa, que o Brasil é o quinto país do mundo que mais assassina mulheres.

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Segundo a organização, o caso da Gabriela é o 6° caso de feminicídio da região só neste ano.
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Segundo a organização, o caso da Gabriela é o 6° caso de feminicídio da região só neste ano.

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Novo protesto está previsto para acontecer às 17h desta sexta (6/6), também na frente da estação Mauá, na Avenida Rio Branco.
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Novo protesto está previsto para acontecer às 17h desta sexta (6/6), também na frente da estação Mauá, na Avenida Rio Branco.

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Gabriela foi morta pelo marido e deixou uma filha de 9 anos.
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Gabriela foi morta pelo marido e deixou uma filha de 9 anos.

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Ela era uma das lideranças do Movimento de Mulheres Olga Benario no ABC Paulista.
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Ela era uma das lideranças do Movimento de Mulheres Olga Benario no ABC Paulista.

Reprodução/Redes sociais

“O ato teve a solidariedade e participação do Diretório Central Estudantil da Universidade Federal do ABC (DCE-UFABC), Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC (ARES-ABC), do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e do Partido Unidade Popular (UP), ao qual Gabi era filiada”, informou o movimento.

Um novo protesto está previsto para acontecer às 17h desta sexta (6/6), também na frente da estação Mauá, na Avenida Rio Branco.

“Nossa maior homenagem é nenhum minuto de silêncio e uma vida inteira de lutas”, afirmam as militantes.

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