Líder comunitária que atuava contra violência doméstica é achada morta

Tatiana Gonçalves Pereira, de 45 anos, foi encontrada morta na própria casa. O principal suspeito é o companheiro da vítima

atualizado

metropoles.com

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A líder comunitária Tatiana Gonçalves Pereira, de 45 anos
1 de 1 A líder comunitária Tatiana Gonçalves Pereira, de 45 anos - Foto: Redes sociais/Reprodução

No chão, de barriga para baixo, em estado de decomposição. Foi assim que a líder comunitária Tatiana Gonçalves Pereira, de 45 anos, foi encontrada em sua própria casa, na zona leste de São Paulo, na última quarta-feira (20/5). O principal suspeito é o companheiro da vítima, um homem de 53 anos que vivia com ela há sete anos.

Tatiana era presidente do Instituto ABC Pela Vida, organização que acolhe mulheres em situação de violência doméstica e de vulnerabilidade na região de Cidade Tiradentes – uma realidade que, infelizmente, ela mesma enfrentava em casa.

Segundo informações do boletim de ocorrência, agentes da Polícia Militar (PM) foram acionados pela filha da líder comunitária. Aos policiais, ela afirmou que a mãe não atendia ligações há dias, e que por isso decidiu ir à casa, na rua Diogo Álvares, no bairro Jardim Iguatemi, para ver o que havia ocorrido.

No local, a jovem percebeu o forte odor, e também estranhou um cadeado que trancava a residência pelo lado externo, ao invés do interno. Ela pediu ajuda aos vizinhos para arrombar a porta e, dentro do imóvel, encontrou a mãe já morta.

Ainda de acordo com a filha, Tatiana vivia em um relacionamento abusivo, marcado por episódios anteriores de violência doméstica.

O caso foi registrado pela polícia como morte suspeita.

Recorde de feminicídios no 1° trimestre

O estado de São Paulo registrou o maior número de feminicídios em um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2018. Foram 86 casos entre janeiro e março deste ano — alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 61 registros.

A violência letal contra mulheres também bateu recorde no recorte mensal. Segundo dados da própria Secretaria da Segurança Pública (SSP), março de 2026 foi o mês com mais feminicídios já registrado na série iniciada em 2018, com 30 casos. O número representa um aumento de 58% na comparação com março do ano passado.

Na capital paulista, o primeiro trimestre de 2026 repetiu o patamar do ano anterior, com 17 casos. Ainda assim, a cidade também registrou, em março, o maior número de feminicídios da série histórica para o mês, com 6 ocorrências.

O avanço da violência contra mulheres também aparece nos dados de lesão corporal dolosa — agressões físicas com intenção de ferir. De janeiro a março, foram 19.249 ocorrências, alta de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. Trata-se do maior número para um primeiro trimestre, ao menos desde 2018.

Os casos de violência doméstica também cresceram no estado: aumento de 14,3% no primeiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado.

Como denunciar

A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, é um serviço público que atua no combate à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

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