Charreteiro suspeito de matar ciclista em praia tem prisão mantida
Audiência do processo sobre a morte da ciclista Thalita Hoshino, que foi atropelada por uma charrete em uma praia de Itanhaém, foi adiada

A audiência do processo sobre a morte da ciclista Thalita Hoshino, que foi atropelada por uma charrete em uma praia de Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi prorrogada para o dia 20 de março. A Justiça negou o pedido de liberdade provisória de Rudney Gomes Rodrigues, que conduzia o veículo e responde pelo homicídio.
Thalita foi atropelada em março do ano passado enquanto passeava de bicicleta junto a uma amiga pela faixa de areia de uma praia de Itanhaém. A charrete envolvida no atropelamento era conduzida por Rudney.

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Ver todasO homem foi o autor do primeiro boletim de ocorrência. No documento, o condutor disse que passava pela faixa de areia da praia quando viu uma pessoa à esquerda e desviou. Foi nesse momento que a ciclista, que vinha pelo lado direito, teria cruzado na frente da charrete, “ocasionando uma colisão frontal”.
Rudney contou que seguiu cerca de 100 metros adiante para prender o cavalo. A esposa dele teria prestado socorro à vítima. O homem voltou ao lugar do acidente e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Thalita foi socorrida, mas morreu dois dias depois.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm boletim de ocorrência registrado pela amiga que acompanhava Thalita, a testemunha contou que viu dois carros e duas charretes em alta velocidade. Ela afirma que tentou avisar a amiga sobre os veículos, mas não deu tempo.
Segundo o documento, a amiga contou que, na sequência, avistou Thalita caída no chão com “hemorragia no crânio” e a bicicleta retorcida, com o pneu estourado.
Rudney foi detido seis dias após o ocorrido, depois de ser localizado por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em uma casa na Vila Mirim, em Praia Grande. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe, onde permanece preso preventivamente enquanto aguarda julgamento.



