Justiça mantém condenação de mulher que ateou fogo e matou marido
Justiça manteve condenação a 14 anos de prisão de mulher que ateou fogo e matou o marido em 2012 na região de Sertãozinho, no interior de SP
atualizado
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São Paulo — A Justiça manteve a condenação de uma mulher que queimou e matou o próprio marido em 2012, na região de Sertãozinho, a 357 km de São Paulo. A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que ela cumpra pena de 14 anos de prisão.
Segundo as investigações, uma vingança teria motivado o crime. A mulher teve uma discussão violenta com o marido e saiu de casa. Ao retornar, trazia consigo uma garrafa de gasolina.
O marido dormia, quando então a mulher despejou o combustível e ateou fogo na vítima, que teve 70% do corpo queimado. O homem chegou a ser levado até a Santa Casa para receber atendimento, mas morreu enquanto era socorrido.
Ao longo do processo, a mulher alegou que agiu em legítima defesa, o que foi descartado tanto pela investigação quando pela sentença do juiz em primeira instância.
Relator do recurso, o desembargador Francisco Orlando também desconsiderou a alegação de legítima defesa. “Há nos autos relato de que a ré jogou gasolina no corpo da vítima e ateou fogo enquanto ela estava deitada na cama, dormindo”, afirmou.
O desembargador disse também que havia relatos de testemunhas de que a mulher já tinha sido agredida fisicamente pelo marido, mas o homicídio ocorreu posteriormente à última discussão do casal. “Há, inclusive, afirmação de que ela tentou riscar o fósforo, que não acendeu, e então tornou a riscar, ateou fogo no corpo do companheiro e fugiu”, afirmou.
