Justiça manda soltar dono da Camisaria Colombo preso por fraude
Paulo Jabur Maluf, dono da Camisaria Colombo, foi preso por suspeito de fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio
atualizado
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A Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (25/8), a soltura de Paulo Jabur Maluf, dono da Camisaria Colombo preso por suspeita de fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio. A informação sobre a soltura de Maluf foi confirmada pela defesa do empresário, que definiu a prisão como uma “medida excepcional” a partir de um mal-entendido.
Maful foi detido na última quinta-feira (21/8). Na ocasião, ele que se apresentou à Polícia Civil. Além de Paulo, o irmão dele, Álvaro Jabur Maluf Júnior, também foi preso no mesmo dia.
Os dois foram alvos de uma operação da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio, que envolve a gestora BS Capital.
Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão temporária, sendo dois contra os irmãos e donos da empresa de moda masculina. A polícia também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na capital paulista, em Birigui e em Avaré, no interior do estado, além de Brasília.
Até o momento, foram presos: Paulo, Álvaro e Bruno Gomes de Souza, representante da BS Capital. Maurício Miwa, ex-funcionário da Camisaria Colombo e suspeito de participar do esquema, tem um mandado em seu desfavor e permanece foragido.
Entenda o caso
- De acordo com a investigação, a BS Capital foi contratada pela Camisaria Colombo para gerenciar pagamentos de franquias, fornecedores e funcionários.
- Pessoas que trabalham na gestora teriam identificado uma falha na tecnologia — ao realizar um pagamento, o valor chegava na conta de destino, mas não era debitado da conta pagadora.
- Por meio desse mecanismo, a BS Capital realizou mais de 2.500 transferências em 21 dias, a partir de 1° de outubro do ano passado.
- O valor total de transferências foi de R$ 26 milhões, mesmo com a empresa tendo somente R$ 5 milhões na conta, segundo o delegado Paulo Barbosa.
- A polícia ainda investiga como essa multiplicação de dinheiro foi possível.
- Segundo o delegado Maicon Richard, a investigação começou após uma denúncia feita pela PagSeguro, que identificou um prejuízo milionário em contas mantidas pela BS Capital na plataforma de pagamentos.
- A Operação Fractal, iniciada em dezembro do ano passado, aponta que o esquema também tinha como objetivo ocultar patrimônio em meio a um processo de recuperação judicial, causando prejuízo a credores e ao sistema financeiro nacional.
- Além dos principais alvos, são investigadas outras pessoas que teriam sido beneficiadas pelas transferências.








