Juiz cita plano de fuga do país ao manter servidora do TJSP presa

Juiz que condenou servidora do TJSP a 16 anos de prisão por desvios milionários disse que sua versão “desafia uma mediana inteligência”

atualizado

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SERVIDORA DO TJSP ELIANA VITA É CONDENADA POR DESVIOS DE CONTAS JUDICIAIS - METRÓPOLES
1 de 1 SERVIDORA DO TJSP ELIANA VITA É CONDENADA POR DESVIOS DE CONTAS JUDICIAIS - METRÓPOLES - Foto: null

São Paulo — O juiz criminal Paulo Fernando Deroma De Mello citou um suposto plano de fuga do país ao manter a prisão da servidora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Eliana Vita de Oliveira, condenada a 16 anos de prisão por desvios de R$ 2,5 milhões de contas judiciais.

Magistrado da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Mello afirmou que Eliana estava “prestes a fugir do país, como restou demonstrado, o qual somente não aconteceu por que a polícia deteve antes” o marido dela.

O juiz se refere à prisão preventiva da servidora, ocorrida em agosto de 2023, em meio às investigações.

Ela tinha cargo no Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) e foi acusada de desviar, ao lado de outros sete comparsas, quantias milionárias de multas criminais que deveriam parar nos cofres públicos e nos fundos destinados a esses recursos.

Na última semana, ela foi condenada e teve sua prisão mantida pelo juiz do caso. Ele afirma que, por diversas vezes, Eliana mentiu em depoimento. Disse que sua versão “desafia uma mediana inteligência, pois carece de qualquer lógica ou de base nos elementos de provas colhidos nos autos”.

“É certo que a acusada tinha conhecimento da expedição de mandado e prisão. Adquiriu ouro, sacou dinheiro em espécie, pegou os passaportes, roupas, diversos aparelhos de telefonia celular e “chips”, bem como outros pertences para fugir das consequências de seus atos criminosos”, escreveu o magistrado.

O plano de fuga do país serviu de justificativa para o magistrado decidir que ela não poderia responder à condenação em primeiro grau em liberdade. Segundo o juiz, Eliana “recebeu e repassou as informações privilegiadas e antecipadas da expedição de mandados de prisão e de busca e apreensão”.

“Diante disso, conhecendo os trâmites de uma investigação criminal, já que laborava no Fórum Criminal da Barra Funda, no Dipo, conforme ela mesma afirma, tinha conhecimento de que suas linhas telefônicas estariam interceptadas”, afirmou.

O magistrado afirmou que, sabedora dos grampos sobre seus números, ela “certamente se dirigiu até às proximidades do Fórum Criminal da Barra Funda para receber mais informações privilegiadas de algum funcionário que a estava auxiliando na fuga”.

O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa de Eliana neste sábado (25/1). O espaço segue aberto para manifestação.

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