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Hospital apura se jovem envenenado por bolinho tem sequela neurológica

A equipe médica do Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo desligou a sedação do jovem para avaliar possível sequela neurológica

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1 de 1 Imagem colorida mostra o jovem Lucas da Silva Santos, de 19 anos, internado após comer bolinho de mandioca envenenado - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

A equipe médica responsável por Lucas da Silva Santos, jovem de 19 anos internado após comer um bolinho envenenado, na última sexta-feira (11/7), desligou a sedação do paciente para avaliar se haverá sequela neurológica. O jovem está internado, desde a madrugada do último sábado (12/7), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência, em São Bernardo de Campo, na região metropolitana de São Paulo.

A informação foi confirmada pela Prefeitura de São Bernardo do Campo, por meio da Secretaria de Saúde. Lucas segue internado na UTI, mas está estável, com recursos e suportes necessários. Anteriormente, o boletim médico dizia que o jovem estava em estado grave, mas a informação não consta na atualização divulgada nesta quarta-feira (16/7).

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O jovem também passou por exames toxicológicos para confirmar qual substância foi usada para o envenenar. Os resultados oficiais estão em andamento, segundo a administração municipal.

Crime passional

Segundo a delegada responsável pelo caso, Liliane Doretto, o principal suspeito de ter envenenado Lucas é o padrasto do jovem, identificado como Admilson Ferreira dos Santos. De acordo com a investigação, o crime tem cunho passional e aconteceu “por conta de subjugação (quando alguém é submetido ao outro) e controle emocional”.

A Polícia Civil chegou a pedir a prisão de Admilson, em um requerimento “bem fundamentado e com todos os elementos”, contou Liliane Doretto. Apesar disso, a Justiça negou o pedido de prisão.

Segundo a delegada, o juiz responsável pela decisão negou o pedido “porque o Ministério Público não avaliou antes dele e já era tarde”. O magistrado disse que só teve conhecimento do pedido às 17h40 dessa terça-feira (15/7).

Bolinhos enviados pela tia do jovem

Lucas passou mal cerca de meia hora depois de comer bolinhos de mandioca enviados pela tia, Cláudia Pereira dos Santos, na noite da última sexta-feira (11/7). Ela é irmã de Admilson.

No início das investigações, a mulher foi apontada pela família como a principal suspeita, visto que ela tinha enviado os alimentos para a casa da família. O padrasto e a mãe do jovem afirmaram que não tinham uma boa relação com Cláudia, versão contrariada pela parente, que afirmou à polícia que se dava bem com os familiares, apesar de estarem um pouco afastados.

Além disso, às autoridades, a mulher confessou ter enviado cinco bolinhos para a casa do irmão, mas negou ter envenenado os alimentos.

Em entrevista coletiva, realizada na tarde dessa terça, Cláudia contou que o padrasto do jovem pediu que ela fizesse os bolinhos. Ela disse que ama cozinhar e que costuma fazer pratos diferentes por “hobby”. Claudia ainda contou que a filha dela foi entregar os bolinhos para a casa do irmão.

“Ele [Admilson] me pediu os bolinhos. Minha filha de 9 anos levou com todo amor e carinho, como sempre faço”, contou.

Bolinho envenenado

  • Segundo os pais de Lucas, a tia do jovem enviou bolinhos de mandioca feitos por ela para a casa da família, por volta das 20h.
  • Todos os membros da família comeram os alimentos e em seguida jantaram uma refeição preparada pela mãe do jovem. Nenhum outro familiar passou mal.
  • Cerca de meia hora depois, Lucas começou a passar mal e foi levado à UPA União com ajuda de um vizinho.
  • Os pais do jovem afirmaram que não possuem bom relacionamento com a tia da vítima e que foi a primeira vez que a mulher enviou alimentos para a casa deles.

Investigações

A equipe de investigação foi às casas da vítima e da tia dela. Lá foram coletadas amostras das massas e dos ingredientes dos bolinhos, e dos alimentos ingeridos pela vítima. As autoridades aguardam os resultados dos exames.

O hospital que o jovem está internado aguarda os resultados oficiais dos exames toxicológicos pelo qual a vítima foi submetida.

O caso foi registrado como homicídio e está sendo investigado pelo 6° Distrito Policial (São Bernardo do Campo).

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