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São Paulo

Iniciativa com povos indígenas de SP indica alta de casos de violência

Delegacia da Mulher intensificou atendimento a vítimas de violência contra povos indígenas que vivem em Parelheiros, na zona sul de SP

25/11/2025 10:38
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Divulgação/SSP
Delegacia de Defesa da Mulher faz atendimento em comunidade indígena de Parelheiros - Metrópoles

Uma iniciativa da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com apoio de órgãos de saúde, educação e lideranças comunitárias, intensificou o combate à violência contra povos indígenas que vivem em Parelheiros, na zona sul da capital paulista, que somam cerca de 3 mil habitantes distribuídos em 16 aldeias.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o trabalho busca ampliar o acesso à rede de proteção e ao sistema de justiça, enfrentando barreiras históricas como distância geográfica, diferenças culturais, desconfiança institucional e subnotificação de casos de violência doméstica, sexual e institucional. De acordo com a pasta, o número de registros de ocorrências com vítimas indígenas aumentou desde o início dos trabalhos.

“Embora os números exatos possam variar conforme os períodos de coleta, há um crescimento contínuo de comunicações formais, especialmente em casos de violência doméstica e sexual, tradicionalmente subnotificados nas comunidades indígenas urbanas”, afirma a delegada Monique Patrícia Ferreira Lima, titular da 6ª DDM.

A principal frente do trabalho é o treinamento realizado com profissionais de Unidades Básicas de Saúde (UBS), professores e agentes públicos, com orientações para identificar sinais de violência e registrar boletins de ocorrência, inclusive por meio da Delegacia Eletrônica.

A abordagem dos policiais nas aldeias acontece por meio da realização de atividades educativas em encontros, utilizando jogos, rodas de conversa, teatro e outras metodologias participativas, para transmitir informações sobre direitos e canais de denúncia de forma acessível e respeitando a cultura local.

Periodicamente, a equipe vai até as comunidades, alternando entre as aldeias, para oferecer assistência, prestar atendimento direto e orientar as mulheres. “Todo esse trabalho só é possível em razão do diálogo direto com lideranças”, afirma a delegada Monique.

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