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São Paulo

Influencer acusa academia de gordofobia após recusa de matrícula em SP. Vídeo

Júlio Mamute procurou a polícia após estabelecimento alegar falta de "estrutura". Academia Horizon, em Santo André, nega preconceito

30/01/2026 13:59
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@mamuteofficial/Instagram/Reprodução
Júlio Mamute, influencer que acusa academia de gordofobia após recusa de matrícula para natação - Metrópoles

Conhecido como Júlio Mamute, o influencer Júlio Otávio Miranda da Silva, de 35 anos, acusa uma academia de Santo André, na Grande São Paulo, de gordofobia. Segundo relato, o estabelecimento recusou a matrícula nas aulas de natação devido ao peso dele e alegou falta de “estrutura”.

A obesidade não vai mais me constranger dessa forma“, afirmou Júlio Mamute, que compartilha o processo de emagrecimento com os seguidores. Anteriormente, ele chegou aos 300 kg e, no total, já perdeu 100 kg.

“Infelizmente, a última academia de natação em que eu fazia [aulas] fechou as portas e fui preciso procurar outra, mas encontrei uma próxima de casa, de fácil acesso. Fiz aula teste, me cobraram 50 reais inclusive, tudo ok… pronto para fazer a inscrição quando recebo uma ligação deles tentando justificar o inacreditável: uma academia não pode aceitar tua inscrição”, contou o influencer.

Júlio contesta a versão dada pelo estabelecimento. “Notavelmente, não encontrei grandes dificuldades, a única que era a saída da piscina eu deixei claro que daria conta e que não seria problema”, argumentou. “Vida que segue!”, completou o criador de conteúdo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como “outros não criminal” no 4° Distrito Policial de Santo André. “A autoridade policial orientou a vítima a procurar a esfera cível para o acionamento da empresa e as devidas responsabilidades com base no direito do consumidor”, informou a pasta, em nota.

O que diz a academia

Em nota, a Academia Horizon — localizada no bairro Campestre, em Santo André — disse que a matrícula “ofereceria riscos à integridade física do participante, considerando as condições atuais da estrutura [do local]”.

“Reforçamos de forma clara que a decisão não teve qualquer relação com preconceito, mas sim, com responsabilidade, cautela e cuidado com a saúde e a segurança do próprio visitante”, alegou o estabelecimento. “Lamentamos sinceramente caso a situação tenha gerado desconforto ou sido interpretada de outra forma e pedimos desculpas por qualquer mal-entendido”, completou o texto.

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