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Indígena de SP é nomeada pela ONU para comitê sobre mudança climática

Txai Suruí, natural de Rondônia, representará SP em grupo que fornecerá conselhos e recomendações para o combate a crise climática global

atualizado

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jovem indígena comitê onu mudança climática
1 de 1 jovem indígena comitê onu mudança climática - Foto: Reprodução/ONU

A jovem indígena Txai Suruí, de 27 anos, foi nomeada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para integrar um grupo consultivo sobre mudança climática, representando São Paulo junto a outras 13 lideranças da juventude mundial. O anúncio foi feito nessa terça-feira (12/8), em Nova Iorque.

O Grupo Consultivo de Jovens sobre Mudança Climática foi criado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Os jovens integrantes fornecem conselhos práticos, perspectivas e recomendações para apoiar o trabalho da organização no combate ao avanço da crise climática global.

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A ativista vive hoje junto ao povo Guarani Mbya, na zona norte de São Paulo
Liderança jovem indígena Txai Suruí é nomeada pelo secretário-geral da ONU para compor grupo consultivo sobre mudanças climáticas
Txai Suruí, natural de Rondônia, foi nomeada para compor o grupo como única brasileira entre outras 13 lideranças jovens ativistas do clima
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Txai Suruí, natural de Rondônia, foi nomeada para compor o grupo como única brasileira entre outras 13 lideranças jovens ativistas do clima

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A ativista vive hoje junto ao povo Guarani Mbya, na zona norte de São Paulo
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A ativista vive hoje junto ao povo Guarani Mbya, na zona norte de São Paulo

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Liderança jovem indígena Txai Suruí é nomeada pelo secretário-geral da ONU para compor grupo consultivo sobre mudanças climáticas
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Liderança jovem indígena Txai Suruí é nomeada pelo secretário-geral da ONU para compor grupo consultivo sobre mudanças climáticas

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A turma de Txai é a terceira a ser formada. Desta vez, o secretário-geral expandiu a quantidade de integrantes de 7 para 14. “Isso significa mais espaço para vozes jovens à mesa, mais espaço para liderança juvenil e mais espaço para moldar a ação climática. Para os jovens de todo o mundo, não desistam”, disse Guterres durante o anúncio.

Nascida do povo Paiter Suruí, de Rondônia, a jovem indígena foi responsável por fundar o Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, com objetivo de articular e fortalecer a juventude indígena de seu estado. Ela também coordena a Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé, que atua há mais de 30 anos para preservação de povos em Rondônia, no sul do Amazonas e noroeste de Mato Grosso.

Atualmente, Txai Suruí vive na Terra Indígena Jaraguá, na zona norte de São Paulo, junto ao povo Guarani Mbya, onde participa de ações de reflorestamento ambiental e defesa da flora e fauna frente ao avanço da urbanização e aumento de queimadas. Ela ganhou grande visibilidade em 2021, ao ser a única indígena e única brasileira a discursar na Conferência do Clima da ONU.

Combate às mudanças climáticas

A anúncio da nomeação da jovem indígena brasileira a compor o Grupo Consultivo da ONU foi feito em um momento considerado crucial no combate às mudanças climáticas. Em 2025, marca-se o aniversário de dez anos do Acordo de Paris, com objetivo de diminuir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e limitar o aumento da temperatura média global em 1,5º C acima dos níveis pré-industriais.

O grupo inclui representantes de diversas partes do mundo. Txai é a única representante do Brasil, junto a líderes de países como Macedônia do Norte, Barbados, Suécia, Estados Unidos, Bangladesh, Quênia, Bolívia, Alemanha, Samoa, África do Sul, Indonésia e Polônia. Os membros, segundo a ONU, foram selecionados a partir de indicações de organizações de juventude e clima.

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