IBGE: maioria dos moradores de favela em SP é negra, mulher e jovem
De acordo com o Censo 2022, a cada 10 moradores de favela, 6,54 eram negros. Na época, favelados representavam 8% da população do estado
atualizado
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A maioria dos moradores de favela em São Paulo é negra, mulher e jovem, de acordo com dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (5/12). Ao todo, 3,6 milhões de pessoas viviam em favelas naquele ano, o equivalente a 8% da população do estado.
Na época, 2.338.829 negros moravam em comunidades urbanas contra cerca de 1 milhão e 200 mil brancos. A estatística representa que, a cada 10 moradores, 6,54 eram negros (pretos + pardos).
As mulheres também eram maioria entre os moradores dos territórios. Com uma ligeira vantagem, o gênero representava 51,19% (1.831.502 de pessoas) da população de favelas. O número de homens era de 1.746.156 (48,81%).
Número de jovens também é destaque
Um recorte de idade mostra que os jovens eram maioria entre os habitantes. Um milhão e 100 mil moradores tinham de 0 a 19 anos na época do Censo, o que representava 32% da população total das comunidades. Outro número em destaque foi o de idosos, com 319 mil pessoas — correspondente a 8,9% dos residentes.
Em números gerais, os jovens (de 0 a 29 anos) correspondiam a 50,12% da população favelada. Os demais moradores de mais de 30 anos totalizavam 1.784.512 pessoas.
A pesquisa cobriu favelas e comunidades urbanas de todo o Brasil em 2022. Mais de 700 mil faces de quarteirões, 6.479.387 domicílios e 16.166.420 moradores foram abrangidos pelo estudo do IBGE.
