Homem que matou a mãe foi decapitado na cadeia por facção rival do PCC
Preso por matar a própria mãe estrangulada foi decapitado e teve órgãos retirados por integrantes da Cerol Fininho, rival do PCC nas cadeias
atualizado
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O homem que assassinou a própria mãe foi morto na cadeia por integrantes do Bonde do Cerol Fininho, facção rival ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Washington Ramos Brito, de 32 anos, foi preso em 25 de fevereiro e executado três dias depois, no último sábado (28/2).
O preso foi decapitado e teve os órgãos internos e orelhas arrancados no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Uma lâmina de barbear foi usado como arma no crime.
A principal suspeita é que os assassinos – Rodrigo Galvão dos Santos, o Rota, de 42 anos, e José Wellington Matos Vitória, de 25 – sejam integrantes do Cerol Fininho pela forma como mataram Washington. A informação foi divulgada pelo Uol e confirmada pelo Metrópoles.
Bonde do Cerol Fininho e as execuções violentas de rivais
A Bonde do Cerol Fininho foi fundada por Marcos Paulo da Silva, 48, conhecido como Lúcifer. Ele é apontado como um ex-integrante do PCC que teria rompido com a facção criminosa.
Diagnosticado com psicose e condenado a mais de 217 anos de prisão, Lúcifer diz ter matado cerca de 50 “rivais” no sistema penitenciário paulista.
Foi o criminoso quem adotou como modus operandi a execução de inimigos com a lâmina de barbear. A “assinatura” do grupo inclui a decapitação e retirada de vísceras das vítimas – como foi feito com Washington.
Detido atualmente na Penitenciária I de Presidente Venceslau, Lúcifer passou pela unidade de Tupi Paulista, onde o Rota já esteve recolhido e teria aprendido as cruéis técnicas de assassinar rivais.
Suspeito de matar a mãe
- Washington Ramos Brito foi preso após ser suspeito de matar a própria mãe, de 58 anos, em uma casa no Jardim das Palmas, região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo.
- O corpo de Angelina Maria Ramos foi encontrado durante a manhã por outro filho da vítima. O cadáver tinha sinais de estrangulamento e arranhões pelo pescoço.
- Em depoimento à PM, o filho que encontrou a mãe morta contou ter saído para trabalhar, na noite de terça-feira (24/2), e viu a porta do quarto dela fechada. Ao retornar, ele observou a porta ainda fechada e decidiu abrir, momento em que encontrou o corpo da mulher.
- Segundo o tenente-coronel da PM Ives Minosso, o filho da vítima também revelou que a última pessoa a estar na casa foi seu irmão, que teria passagens na Justiça.
- Após ser preso, Brito foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital, e, posteriormente, deu entrada no CDP de Pinheiros II, onde foi morto decapitado em três dias.
Presos se revoltaram com matricídio
Questionados, Rota e Wellington confessaram terem assassinado Washington. Eles afirmaram que não têm as respectivas mães vivas e, por isso, se revoltaram com o matricídio. A comoção motivou a morte violenta do homem.
Os dois suspeitos foram levados para o 91° Distrito Policial (Ceagesp), onde prestaram depoimento, mantiveram a confissão e passaram por exame de corpo delito. Eles retornaram ao cárcere, ficando à disposição da Justiça.
O Metrópoles questionou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) se alguma advertência ou transferência foi aplicada aos presos, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. No caso de resposta, a matéria será atualizada.
A defesa dos acusados citados não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.
