Homem que espancou e desfigurou rosto de ex é preso em São Paulo
Mulher teve quatro fraturas na face e perdeu parte da visão periférica. Após atacar a ex, o suspeito fugiu e estava foragido desde setembro
atualizado
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Um homem que estava foragido após agredir brutalmente a ex-namorada foi preso na tarde desta terça-feira (2/12), na zona sul de São Paulo. O crime aconteceu em setembro deste ano. A vítima, de 50 anos, levou vários socos no rosto, sofreu múltiplas fraturas, passou por cirurgia de reconstrução facial e perdeu parte da visão periférica.
Imagens registradas no dia da agressão mostram a mulher caída no chão, com o rosto ensanguentado e bastante desorientada. O suspeito aparece entrando no carro e fugindo, deixando a vítima ferida na rua.
Segundo o boletim de ocorrência, em setembro deste ano, o casal estava dentro do carro quando começou uma discussão por causa da senha do celular da vítima. O homem, identificado como Thiago Pedrosa Dias, de 40 anos, tentou forçar a digital dela para desbloquear o aparelho. Como ela se recusou, ele passou a agredi-la com diversos socos.
No momento da agressão, três mulheres que passavam pelo local intervieram e abriram a porta do veículo para que a vítima conseguisse sair. Mesmo assim, o Thiago continuou desferindo socos na mulher. As testemunhas relataram que só quando outras pessoas se aproximaram, gritando por socorro, o homem parou e fugiu. Depois da fuga, ele levou o carro e o celular da vítima e ainda fez uma transferência bancária de R$ 2 mil usando o aparelho.
A mulher foi socorrida e levada ao Hospital Ermellino Matarazzo, onde os médicos constataram as múltiplas fraturas no rosto. Ela passou por cirurgia de reconstrução facial e segue com perda parcial da visão periférica.
Segundo a Polícia Militar, Thiago Pedrosa Dias negou as agressões, afirmando que foi apenas um “empurrão”. Ele também negou ter relação com o furto do veículo, do celular e com a transferência bancária. O homem irá responder por tentativa de feminicídio.
O Metrópoles tentou contato com o Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.








