Homem agredido em ônibus por mulheres tem transtorno mental, diz família

Atitude de homem dentro de ônibus teria sido confundida com importunação sexual; segundo familiares, homem está machucado e muito assustado

atualizado

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Reprodução/Record TV
Imagem de câmera de segurança mostra duas mulheres arrastando homem para dentro de batalhão da PM
1 de 1 Imagem de câmera de segurança mostra duas mulheres arrastando homem para dentro de batalhão da PM - Foto: Reprodução/Record TV

São Paulo — Familiares de um homem agredido por passageiras de um ônibus na zona sul de São Paulo no último sábado (29/7) dizem que ele tem transtorno mental, não consegue se comunicar e pode ter sido vítima de um mal-entendido.

O homem não teria percebido que estava com o zíper da calça aberto e, sem conseguir se explicar, acabou sendo espancado e arrastado do ônibus (veja abaixo) até um batalhão da Polícia Militar (PM).

Segundo a família, o homem tem 57 anos e apresenta transtorno mental desde o nascimento.

“Ele tem muita dificuldade para se comunicar, não sabe ler e nem escrever”, contou um sobrinho. Em muitas situações, com desvio na coluna, o homem fica com o corpo inclinado e passa a mexer e ajeitar a própria calça ou o botão da calça.

“Não estou dizendo que as mulheres que estavam no ônibus mentiram, mas pode ter havido um mal-entendido. Meu tio é uma pessoa muito gentil e não deve ter percebido que o zíper estava aberto.”

Para a família, o fato de o homem estar com o zíper aberto e a mania de mexer repetidamente na calça podem ter feito com que as passageiras do ônibus acreditassem se tratar de um caso de importunação sexual.

O coletivo de prefixo 6 6126, da Transwolff, fazia a linha 6030-10 (Unisa-Campus 1 – Term. Santo Amaro). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que ele chega a chorar durante as agressões, mas não consegue se defender e nem se explicar. Após ser espancado, ele é tirado do ônibus à força e arrastado até o batalhão da Polícia Militar.

Segundo a família, o homem vive com a mãe de 87 anos e, durante o dia, tem uma rotina de andarilho. “Ele já é conhecido dos motoristas de ônibus, faz alguns trajetos conhecidos e depois volta para casa”, disse. “Nunca aconteceu nada, e jamais tivemos qualquer reclamação sobre o comportamento dele”, afirmou o sobrinho.

Após o episódio, o homem voltou para casa muito assustado e machucado. “O joelho dele está em carne viva porque ele foi arrastado por um longo percurso”, disse o parente. “Ele consegue dizer que apanhou no ônibus, mas não entende por que isso aconteceu.”

Família contrata advogado

Um advogado contratado pela família assumiu o caso e já registrou a ocorrência da agressão. As mulheres que levaram o homem até o batalhão da PM, segundo a corporação, disseram que ele teve “comportamento inadequado” dentro do ônibus, mas não quiseram ir até uma delegacia para formalizar a denúncia.

A SPTrans confirmou que o caso ocorreu na tarde de sábado. “O motorista do coletivo conduziu o veículo à unidade policial mais próxima, conforme protocolo repassado aos profissionais do transporte público”, diz a SPTrans, em nota.

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