Homem achado morto na zona oeste saiu de casa para comprar lanche, diz tia
Último contato de Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos, foi na quarta-feira (21/10). Ele morava com a tia em Cotia, região metropolitana

São Paulo — A Polícia Civil identificou o 13° corpo achado sob as mesmas circunstâncias desde o começo de setembro no município de São Paulo. Trata-se de Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos. Natural de Valença, na Bahia, o jovem morava com uma tia em Cotia, na região metropolitana, e foi sequestrado no momento em que saiu de casa para comprar um lanche.
O corpo de Guimarães foi achado na rua Paulo da Silva, no Jardim do Lago, zona oeste da capital paulista. Diante do encontro, moradores acionaram a Polícia Militar. O cadáver tinha sinais de tortura, como um corte na cabeça e marcas de disparos de arma de fogo.
Depoimento da tia
Antes de seu corpo ser encontrado com sinais de tortura, Guimarães avisou à tia com quem morava na região metropolitana da capital que ia comprar um lanche, mas logo voltaria. O aviso, por volta das 14h dessa quarta-feira (21/10), foi o último contato dele com um familiar. No dia seguinte, o jovem foi encontrado morto.
A investigação identificou que o corpo de Guimarães foi abandonado por quatro homens, que estavam em um carro de cor escura.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPSuposto furto
Guimarães começou a morar com a tia há pouco tempo, após perder o emprego de servente em obras na Baixada Santista.
Em depoimento à Polícia Civil, a mulher explicou que o sobrinho foi desligado após uma briga com um colega de trabalho diante de um suposto furto praticado. Não há registros criminais contra a vítima no estado de São Paulo.
A tia também afirmou que o sobrinho não tinha celular, pois vendeu o aparelho para comprar drogas.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasCorpos na capital
Dados levantados pela reportagem mostram que, desde 5 de setembro, a capital paulista registrou o encontro de 13 corpos sob as mesmas circunstâncias (em casos plásticos, amarrados ou esquartejados). Há registros nas zonas norte, sul, leste e oeste.
A tese de que os crimes estariam sendo praticados por serial killer ganhou força nas redes sociais. Contudo, a Polícia Civil refuta a possibilidade, diz que cada crime está sendo investigado individualmente e que, em alguns casos, prisões de suspeitos foram solicitadas e decretadas pela Justiça.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afasta a possibilidade de um único assassino em série.
“Até agora, não encontramos [evidências de] que esses 12, 13 casos foram praticados pela mesma pessoa. Estamos trabalhando muito nisso [na descoberta das autorias]”, escreveu.
Os casos são investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).













