
Haddad defende agência antifacção ao comentar nova fase da Carbono Oculto
Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participou nesta quinta-feira (24/9) de sabatina no Metrópoles

Após o Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio de outras autoridades do estado e da Receita Federal, deflagrar, nesta quinta-feira (24/9), a Operação Crédito Oculto, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu a criação de uma agência antifacção.
“Essa fase é muito interessante porque ela pegou um fundo que, no mesmo ambiente, lidava com dinheiro do PCC e do Master. E essa empresa, o empresário que detinha esse fundo, também foi o mesmo que financiou o Dark Horse, que é o filme da família Bolsonaro, e mandou dinheiro para um fundo americano, lá nos Estados Unidos, gerenciado pelo advogado do Eduardo Bolsonaro”, afirmou Haddad.
O candidato petista participou, nesta quinta, de sabatina no Metrópoles. Após a ocasião, em entrevista a jornalistas, Haddad destacou a importância das cooperação entre as forças de segurança.
“Essa é a prova de que nós precisamos mirar na experiência que deu certo. É a maior ação contra o crime organizado da nossa história, e está na terceira fase, são bilhões e bilhões resgatados”, disse Haddad. “Se eu for governador, eu vou adotar essa agência antifacção, com a presença da Receita Federal e da Polícia Federal, na minha mesa, porque eu quero presidir essa agência”, acrescentou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA Operação Crédito Oculto mirou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mercado financeiro e a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.
Na redação do Metrópoles, Haddad também lamentou a falta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em debates eleitorais e entrevistas. “Eu lamento, porque é sonegado ao eleitor a oportunidade de confrontar propostas”, argumentou.
“Acredito que seria uma oportunidade de, tendo só dois candidatos com 90% dos votos, a gente poderia ter uma oportunidade de confrontar ideias. O estado ganharia muito com isso, o leitor ganharia muito com isso. Eu tenho a tradição de participar de todos os debates, entrevistas, sabatinas, e acredito que isso é o que promove a qualidade da democracia”, acrescentou.
Na sabatina, Haddad respondeu perguntas sobre propostas para o estado, cenário eleitoral e temas que devem marcar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Candidato ao governo paulista pela segunda vez, o ex-ministro da Fazenda tenta reverter o cenário favorável ao atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a Pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (23/9), Tarcísio tem 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o petista manteve os mesmos 27% da pesquisa anterior.
A sabatina ten 50 minutos e você acompanha ao vivo no canal do Metrópoles no YouTube.















