Guerra de facções: “Playboy” jogou celulares no telhado ao ser preso

Playboy foi preso nessa segunda-feira (29/7) após travar uma guerra com o Terceiro Comando Puro (TCP) e evacuar uma cidade do Ceará

atualizado

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Imagem colorida de Playboy, preso em SP. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Playboy, preso em SP. Metrópoles - Foto: Reprodução

José Witals da Silva Nazário, conhecido como “Playboy“, jogou dois celulares no telhado da casa em que foi preso nessa segunda-feira (28/7), no bairro do Pari, região central de São Paulo.

Ele é apontado como o responsável por uma guerra envolvendo a facção Terceiro Comando Puro (TCP), que rivaliza com o Comando Vermelho.

Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, os aparelhos arremessados pelo Playboy no telhado foram recuperados e apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo. Os aparelhos foram repassados aos policiais civis do Ceará, que ajudaram na operação que resultou na prisão do suspeito.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como captura de procurado pelo 77° Distrito Policial (Santa Cecília).


Guerra de facções

  • Playboy estava foragido após um mandado de prisão ser expedido contra ele pela Justiça do Ceará.
  • Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), o suspeito era aliado de Gilberto de Oliveira Cazuza, de vulgo “Mingau”, líder do TCP na região de Uiraponga, no Ceará.
  • Os dois acabaram rompendo e a cidade virou palco de uma guerra definida pelo MPCE como uma “campanha de extrema violência” para controlar a região.
  • Playboy se alinhou com a facção criminosa cearense Guardiões do Estado (GDE).
  • A promotoria do Ceará ainda afirmou que os ataques da facção não se limitaram ao grupo rival, mas também se voltaram contra a população civil, expulsando milhares de moradores da cidade de Uiraponga entre abril e julho deste ano, em uma ação de “clara afronta à soberania do Estado e aos direitos fundamentais mais básicos dos cidadãos”, diz o MPCE.

Defesa do preso

Reinalds Klemps, advogado de Playboy, afirmou ao Metrópoles “desconhecer a narrativa” que respaldou a prisão de seu cliente.

“Não tivemos acesso aos autos e podemos adiantar de que a investigação é sigilosa e acontece no Estado do Ceará. Acreditamos na justiça e que o quanto antes os fatos sejam esclarecidos”.

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