Grande SP começa março com “2 meses a menos” de água que em 2025

Reservatórios têm 248 bilhões de litros de água a menos que em março de 2025, volume suficiente para abastecer Grande SP por dois meses

atualizado

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1 de 1 Imagem mostra Sistema Cantarareira - Metrópoles - Foto: Divulgação/Sabesp

As represas que formam o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) começam o mês de março com um volume de água menor do que no mesmo período do ano passado. A diferença de mais de 248 bilhões de litros seria suficiente para abastecer toda a Grande São Paulo por cerca de dois meses.

Na comparação com o início de março de 2024, a situação é ainda mais desfavorável, com 559 bilhões de litros a menos no SIM. A diferença representa quase 60% da capacidade total do Cantareira, e seria suficiente para abastecer os municípios da região metropolitana por quatro meses e meio, o que equivale praticamente ao período mais seco do ano, entre o meio do outono e o início da primavera.

Em meio à crise de abastecimento mais crítica desde a metade da década passada, o grande “fiel da balança” tem sido novamente o Sistema Cantareira, que mantém as autoridades em alerta, mesmo com a recuperação apresentada em fevereiro.

O Cantareira é o sistema mais afetado e conta, atualmente, com um volume 40% do que em 1º de março de 2025. Não por acaso, responde por 94% do déficit em relação ao ano passado (233 bilhões de litros a menos).

Sistema – 2026 – 2025 – Diferença (em bilhões de litros)
Alto Tietê – 258 – 277 – -19
Cantareira – 354 – 587 – -233
Cotia – 10 – 13 – -2
Guarapiranga – 144 – 143 – 1
Rio Claro – 9 – 5 – 3
Rio Grande – 97 – 87 – 11
São Lourenço – 75 – 84 – -9
SIM* – 947 – 1.195 – -248
*Sistema Integrado Metropolitano

A seca que atinge a Grande SP não tem afetado por igual os demais sistemas que fornecem água para as cidades da região metropolitana. Guarapiranga, Rio Claro e Rio Grande estão mais cheios do que na mesma época de 2025. O problema é que representam hoje apenas 26% de todo volume disponível para consumo.

Além do Cantareira, também têm menos água armazenada do que em março de 2025 os sistemas Alto Tietê, Cotia e São Lourenço, que, somados, contam com 36% do total disponível atualmente.

A relevância do Cantareira é tão grande que, mesmo em crise, o sistema ainda representa sozinho 37% dos recursos.

Mudança de faixa

Em fevereiro, o Cantareira ganhou 128 bilhões de litros, saltando de 22,7% para 35,8% de sua capacidade. Com isso, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) autorizou a Sabesp a retirar mais água do reservatório. A região metropolitana está sob gestão de pressão noturna, das 19h às 5h, o que pode afetar o abastecimento em alguns pontos.

Com a recuperação de parte do volume, o Cantareira saiu da Faixa 4, de restrição, para a Faixa 3, de alerta. Dessa maneira, a Sabesp poderá retirar até 27 m³/s, da vazão proveniente do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, de acordo com o limite outorgado.

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