Governo Lula proíbe estados de usarem o Zé Gotinha sem permissão

Circular do Ministério da Saúde determinou que estados só usem imagem do Zé Gotinha se pedirem autorização ao governo, dono do personagem

atualizado

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Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Imagem colorida mostra homem fantasiado com a roupa do "Zé Gotinha" abraçado com o governador Tarcísio de Freitas, homem branco, grisalho, de terno cinza, em um evento sobre vacinação - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra homem fantasiado com a roupa do "Zé Gotinha" abraçado com o governador Tarcísio de Freitas, homem branco, grisalho, de terno cinza, em um evento sobre vacinação - Metrópoles - Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

São Paulo — O Ministério da Saúde enviou uma circular aos governos estaduais dizendo que o famoso personagem Zé Gotinha, das campanhas de vacinação, pertence exclusivamente ao governo federal. “O uso de sua imagem é exclusivo do Ministério da Saúde”, diz o texto. Na prática, estados que quiserem usá-lo em suas ações voltadas ao tema terão de  pedir autorização prévia ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No ofício, assinado em 26 de junho pelo secretário-executivo do ministério, Swedenberger do Nascimento Barbosa, o governo justifica a determinação dizendo que o personagem é um símbolo “do Ministério da Saúde” que “tem como origem um movimento de países latino-americanos para a erradicação da poliomielite”.

“O Zé Gotinha é uma criação do artista Darlan Rosa, que cedeu os direitos de uso da imagem do personagem ao Ministério da Saúde” e “o uso de sua imagem é exclusivo” do órgão, diz o texto.

O documento afirma que, caso um estado peça permissão prévia para usar o personagem, “cada Superintendência Estadual do Ministério da Saúde conta com uma fantasia e um ativador que podem ser disponibilizados para participar de eventos, cuja pauta coadunam com a imagem do Zé Gotinha”.

Personagem dos anos 1980

O Zé Gotinha está presente nas campanhas de vacinação desde os anos 1980. No ano passado, Lula citou o personagem em mais de uma ocasião para criticar o adversário Jair Bolsonaro (PL), por causa da série de ataques que o ex-presidente fez a vacinas durante a pandemia de Covid-19, que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil.

Em fevereiro, após a posse, o personagem foi citado pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, no lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação. “Vacina é vida, vacina é SUS. Vamos proteger nossas vidas. Agora é o momento em defesa da vida, de união e da reconstrução. Viva o SUS e a volta do Zé Gotinha”, disse a ministra.

No mês seguinte, porém, o personagem foi usado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante evento de abertura do Museu do Butantan, fábrica paulista de vacinas. Tarcísio é afiliado político e aliado de Bolsonaro, embora sempre tenha defendido a vacinação, ao contrário do ex-presidente.

O ofício do ministério foi enviado aos estados semanas após imagens de Tarcísio com o Zé Gotinha circularem pela imprensa.

O Metrópoles questionou o Ministério da Saúde sobre a proibição dos demais participantes do SUS usarem o Zé Gotinha sem autorização prévia. O espaço segue aberto a manifestações.

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