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São Paulo

Golpe do prêmio falso: quadrilha é presa em central clandestina

PM prendeu 5 pessoas e apreendeu 1 adolescente que integravam quadrilha que se passava por programa de TV para aplicar golpes no litoral

19/04/2026 20:47
Divulgação/Polícia Militar
Imagem colorida mostra aparelhos apreendidos em central de telemarketing clandestina onde uma quadrilha foi presa por aplicar golpes como o do falso prêmio - Metrópoles

A Polícia Militar (PM) prendeu nesse sábado (18/4) 5 integrantes de uma quadrilha que aplicava golpes por meio de uma falsa central de telemarketing na cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Um adolescente também foi apreendido.

Os suspeitos foram encontrados após a realização de uma denúncia anônima. Eles estavam em uma casa na Rua Maceió, no bairro Jardim Coronel.

De acordo com o 29º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), o grupo, que não teve a identidade revelada, confessou a prática de estelionato e detalhou o funcionamento do esquema.

Os criminosos se passavam por integrantes de um programa de TV, e informavam falsamente às vítimas que elas haviam sido contempladas com prêmios. Para liberar esse “prêmio”, eles exigiam pagamentos via Pix.

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Os valores solicitados variavam entre R$ 500 e R$ 1 mil, que eram adaptados conforme a reação das vítimas. A quadrilha chegava a arrecadar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por dia com os golpes, segundo as pessoas detidas.

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A investigação aponta ainda que, para viabilizar o esquema, os criminosos utilizavam contas bancárias de terceiros, conhecidas como “contas laranja”, além de dados pessoais adquiridos de outros golpistas que atuavam com falsas rifas na internet.

Além das prisões, os PMs apreenderam 11 celulares, quatro notebooks e quatro headsets, utilizados para realizar as ligações e dar aparência de uma central profissional. Também foi localizada uma arma de pressão e objetos relacionados ao uso de drogas.

Os seis suspeitos foram encaminhados ao Distrito Policial de Itanhaém, de acordo com a Polícia Militar. O caso foi registrado como associação criminosa, estelionato qualificado e corrupção de menores.