Onda de ataques: GCMs vão andar dentro de ônibus para mais segurança
A partir de sexta-feira (25/7), 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana circularão dentro de ônibus. Número de ataques passa de 550
atualizado
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A partir desta sexta-feira (25/7), 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) passarão a circular dentro dos ônibus para reforçar a segurança contra a onda de vandalismo que acontece na capital paulista desde o mês passado. Até o momento, os registros já passam de 550, segundo a SPTrans.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, os agentes atuarão dentro dos ônibus em locais com registros de ataques a coletivos. Além disso, os guardas darão apoio na saída das garagens e ao longo do percurso das linhas, que, “por razões estratégicas, não serão divulgadas”, informou a gestão.
O uso de policiais da Operação Delegada — que fiscaliza o comércio ambulante na cidade — para essa finalidade está em discussão com a Polícia Militar. “A Prefeitura ressalta que a GCM já tem atuado no patrulhamento das vias mais atingidas por ocorrências com a destinação de 50 viaturas exclusivas para rondas nesses locais, e a PM também reforçou o policiamento em vias estratégicas”, disse, em nota.
Nessa quarta-feira (23/7), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) falou sobre a possibilidade do uso de policiais militares para a função. “Eu pedi para o vice-prefeito Coronel Mello Araújo, que coordena a nossa Operação Delegada, para que a gente possa colocar alguns policiais dentro dos ônibus, e o vice-prefeito Coronel Araújo está tratando disso com a SPTrans para que, nos próximos dias, isso seja iniciado”, disse.
A Polícia Civil identificou o motorista Edson Campolongo, de 68 anos, como principal suspeito de vários ataques a ônibus em São Paulo. Ele é servidor público há mais de 30 anos e trabalha na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), de acordo com a investigação. Ele e o irmão, que participou de dois ataques, foram presos.




















