Gata cai em cano e fica 40 horas presa até ser resgatada por bombeiros. Vídeo
A gata Mel, de apenas 4 meses, foi resgatada por bombeiros voluntários no interior de SP com a ajuda de uma câmera endoscópica alugada
atualizado
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A analista de recursos humanos Beatriz Iora, de 23 anos, passou quase dois dias completos de desespero após a gatinha dela, chamada de Melissa, ou Mel, ficar presa em um cano estreito, com mais de 40 metros de extensão. O caso aconteceu nesta semana no bairro Jardim Corcovado, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo.
Cerca de 40 horas se passaram até que a Mel fosse resgatada por bombeiros voluntários de Várzea Paulista, cidade vizinha.
Para a ação ter sucesso, a família precisou alugar uma câmera endoscópica, único equipamento capaz de identificar com exatidão a localização do animal no encanamento. O aparelho precisou ser buscado em Salto, também no interior paulista, a aproximadamente 40 km de distância.
Beatriz compartilhou imagens do resgate nas redes sociais. Veja:
Mel foi resgatada desidratada e com baixa temperatura. A gatinha, de apenas quatro meses, também sofreu alguns arranhões durante o resgate.
Ela foi prontamente levada até o veterinário e colocada em uma casinha térmica para regular a temperatura corporal, além de ter sido medicada. “Ela passou a noite lá sendo cuidada, tomou um banho e teve alta”, contou Beatriz ao Metrópoles.
Passou 40 horas presa em um cano
A jovem conta que foi a mãe dela quem percebeu os miados de Mel, por volta das 10h da última quarta-feira (7/1). O som parecia estar vindo da casa da vizinha. Por isso, a mulher pulou o muro da residência e chamou pela gata através do cano, mas o animal não apareceu.
“Ela me ligou pois eu não estava em casa. Vim correndo para tentar ajudar e foi quando percebemos que era mais sério, ela não conseguia sair sozinha do cano”, disse Beatriz.
O Corpo de Bombeiros de Campo Limpo Paulista foi acionado, mas só com insistência, segundo a jovem, o batalhão atendeu e informou que o equipamento necessário para o resgate estava em manutenção. O caso, então, foi passado para os bombeiros de outra cidade vizinha, Jarinu.
Quem atendeu o chamado, no entanto, foi a equipe de Júnior Giugni, bombeiro voluntário de Várzea Grande Paulista. Quando a gata foi localizada com a câmera endoscópica, o resgate começou.
Mel estava presa em um cano pluvial de aproximadamente 40 metros de extensão, localizado entre a casa da vizinha de Beatriz e um imóvel do quarteirão seguinte. Para tirar a gatinha dali, foi necessário quebrar o piso e a escada da primeira residência.
Segundo Beatriz, a vizinha resistiu a permitir o “quebra quebra”, e foi necessário que o marido da mulher a convencesse.
“Graças ao marido dela, que bateu de frente com a mesma, ele permitiu nossa entrada, e também com a ajuda da Polícia Militar de Campo Limpo Paulista que nos assegurou pela lei, registrou um boletim de ocorrência e permitiu que quebrássemos o piso”, contou a analista de RH.
O combinado com o vizinho, então, foi que a família de Beatriz arcasse com o reparo. Por isso, a jovem criou uma vakinha virtual para arrecadar o valor necessário – R$ 10 mil. Até o início da tarde deste sábado (10/1), a campanha arrecadou pouco menos de R$ 3 mil.
“Estamos grudadinhas”
Beatriz contou que o susto foi enorme, mas que manteve a força necessária para focar no resgate da Mel. “Eu fiquei desesperada, angustiada, com crise de ansiedade, passei mal em diversos momentos, mas eu mantive a minha fé de que íamos conseguir e tentei ser forte por ela”, relatou.
“Agora estou me sentindo grata, a Deus, as pessoas que ajudaram, aos bombeiros, a todos que divulgaram, que doaram”, acrescentou a jovem.
A gatinha, que chegou na família com somente 20 dias após ser resgatada junto com os irmãos de ninhada, agora está em casa com a tutora e se recupera bem.
“Está bem grudada comigo, ela quer se sentir segura né? Estamos grudadinhas o tempo todo”, disse Beatriz.
A jovem agradeceu ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Várzea Paulista, à Polícia Militar e a um abrigo local que auxilia na parte jurídica do caso, além de outros agradecimentos. “Aos meus familiares, que lutaram bravamente pela Mel, embaixo de sol e chuva, sem comer. Aos vizinhos que ajudaram, cederam as casas para usarmos o equipamento de câmeras e a todos que estão ajudando na Vakinha e a divulgar o caso”, reconheceu.








