Frustrada, campanha de Boulos espera Datafolha para definir estratégia
Campanha de Boulos quer entender se Datafolha confirmará crescimento de Nunes e Marçal, conforme observado nas outras pesquisas

São Paulo – A campanha de Guilherme Boulos (PSol) à Prefeitura da capital paulista aguarda o resultado da pesquisa Datafolha desta quinta-feira (12/9) a fim de definir nova estratégia para lidar com o crescimento de Pablo Marçal (PRTB) e Ricardo Nunes (MDB).
Frustrada com os levantamentos recentes, a equipe do psolista quer entender se o Datafolha confirmará a tendência de queda de Boulos e de crescimento dos adversários, que estão tecnicamente empatados na liderança com o deputado. No caso da pesquisa Quaest publicada nessa quarta, tanto Nunes quanto Marçal ultrapassaram Boulos numericamente.
A campanha de Boulos tem feito a leitura do cenário por meio de um agregador de pesquisas, que mostra o psolista numericamente à frente dos outros candidatos. Por isso, a orientação tem sido a de esperar como os resultados do Datafolha vão afetar o quadro geral para, então, a campanha esboçar nova estratégia.
Internamente, o entorno de Boulos credita o crescimento de Nunes ao tempo que ele tem disponível na propaganda eleitoral na TV – o emedebista domina mais de seis dos 10 minutos da programação voltada para os candidatos a prefeito.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPPor isso, a campanha acionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que trata a eleição paulistana como prioridade, a fim de gravar novo material para Boulos usar na TV. Integrantes da campanha admitem, sob reserva, que esperavam melhores resultados após Lula aparecer no horário eleitoral ao lado do psolista.

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Embora Boulos afirme publicamente que Nunes e Marçal disputam o mesmo eleitorado – o bolsonarista –, a equipe já vê o prefeito abocanhando parcela das intenções de votos que iriam para o candidato do PSDB, José Luiz Datena, e de eleitores indecisos.
Além disso, mesmo negando a possibilidade, a campanha vê com preocupação o risco de o psolista ficar fora de eventual segundo turno.




















