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São Paulo

Frente de direita capitaneada por Tarcísio deixa Bolsonaro em 2º plano

Discursos do governador de São Paulo e de lideranças partidárias pregam união da direita em 2026, mas fazem poucas menções ao ex-presidente

25/05/2025 03:00, atualizado 25/05/2025 16:49
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Divulgação/ Governo de São Paulo
Policiais estaduais criticam reajuste salarial e extinção de cargos pelo governo de Tarcísio

O evento de filiação do secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Guilherme Derrite, ao PP, na última quinta-feira (22/5), foi marcado pela presença de lideranças partidárias nacionais e lido pela classe política como uma espécie de lançamento informal da frente de direita que disputará a eleição presidencial em 2026.

Embora ainda seja tratado por aliados como a principal liderança do campo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, foi pouco mencionado nos discursos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos presidentes nacionais das legendas presentes na cerimônia, que pregaram a união do grupo para o próximo ano.

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Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio tem acompanhado Bolsonaro em momentos cruciais próximo ao julgamento de tentativa de golpe no STF
Governador Tarcísio de Freitas participou de ato pró-anistia ao lado de Jair Bolsonaro no domingo (16/3), no Rio de Janeiro
Frente de direita capitaneada por Tarcísio deixa Bolsonaro em 2º plano - imagem 5
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Tarcísio e Bolsonaro durante reunião na casa do ex-presidente, em Brasília
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Tarcísio e Bolsonaro durante reunião na casa do ex-presidente, em Brasília

Acervo/ coluna Paulo Cappelli
Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
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Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro

Reprodução/Instagram
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio tem acompanhado Bolsonaro em momentos cruciais próximo ao julgamento de tentativa de golpe no STF
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Aliado de Bolsonaro, Tarcísio tem acompanhado Bolsonaro em momentos cruciais próximo ao julgamento de tentativa de golpe no STF

Reprodução/Inteligência LTDA
Governador Tarcísio de Freitas participou de ato pró-anistia ao lado de Jair Bolsonaro no domingo (16/3), no Rio de Janeiro
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Governador Tarcísio de Freitas participou de ato pró-anistia ao lado de Jair Bolsonaro no domingo (16/3), no Rio de Janeiro

Imagem cedida ao Metrópoles
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Reprodução

Ao enaltecer a figura de Derrite e fazer coro à candidatura do auxiliar ao Senado no ano que vem, Tarcísio falou do “simbolismo” do evento, que reuniu os presidentes do PL, PP, União Brasil e PSD, além de diversos deputados e senadores, em um “ensaio” da aliança que pode se formar para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.

“Tem outra coisa que é importante e não pode sair despercebida: o simbolismo dessa reunião aqui. É a quantidade de lideranças que nós temos aqui, do Brasil inteiro. Para quem duvida que esse grupo estará junto no ano que vem, eu digo para vocês: esse grupo estará unido. Esse grupo vai ser forte. Esse grupo tem projeto para o Brasil e sabe o caminho”, afirmou Tarcísio.

O governador disse ainda que, no atual momento, “tem muita gente em Brasília que está perdida e não sabe o caminho”. “As decisões são tomadas de forma casuística, às vezes, até de forma irresponsável. Tem um grupo aqui que está unido, que sabe o caminho e que pensa o Brasil 24 horas por dia”, afirmou o chefe do Executivo paulista.

Em seu discurso, Tarcísio mencionou Bolsonaro em três oportunidades: a primeira, ao agradecer o apoio de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao ex-chefe; a segunda, ao relembrar que conversou com Bolsonaro sobre qual perfil escolheria para chefiar a Segurança Pública em São Paulo; e a terceira, quando mencionou que criou um laço de amizade com Derrite durante o mandato de Bolsonaro. Em nenhuma delas, portanto, para falar do futuro e da disputa em 2026.

Valdemar Costa Neto fez um discurso rápido e protocolar, parabenizando o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, pela “aquisição” de Derrite. Antes, em conversa com jornalistas, Valdemar afirmou que caberá a Bolsonaro a escolha sobre quem será o candidato do partido para a presidência. Gilberto Kassab e Antonio Rueda, presidentes nacionais do PSD e União Brasil, respectivamente, também não mencionaram Bolsonaro em seus discursos.

Já Ciro Nogueira, sem citar o ex-presidente, disse, em seu discurso, que o Brasil vai “chamar Tarcísio agora ou em 2030”, em alusão à possível candidatura do governador à Presidência da República.

“Elegemos um governador para ser exemplo para o Brasil. E é por isso que talvez o Brasil vá chamar o governador Tarcísio. Ou agora ou em 2030. Quem vai decidir isso é o povo de São Paulo e do Brasil. Mas pode ter toda certeza de que, se houver essa decisão, governador, estaremos, tanto o União Brasil quanto o Progressistas, ao lado do Brasil”, discursou o presidente nacional do PP, que neste mês firmou a formação de uma federação com o União Brasil.

O senador falou de Bolsonaro apenas ao ser perguntado por jornalistas, quando disse que lutará “até o fim” para que o ex-presidente seja candidato e destacou que qualquer candidato apoiado por ele tem chances de ganhar a eleição.

A aliados Tarcísio tem dito que quer a reeleição no estado e que vai apoiar a candidatura do padrinho político, mesmo Bolsonaro estando inelegível. A provável não candidatura do ex-presidente, no entanto, tem alimentado as articulações nos bastidores sobre quem será o candidato do grupo em 2026.

“Defendo que esse grupo que está aqui escolha o nome. Pode ser que seja o Tarcísio – sou suspeito de falar, porque trabalho diariamente com ele –, mas acho que a direita tem que escolher um nome com capacidade de vencer as eleições. Quem vai escolher esse nome vai ser a população brasileira. O Tarcísio, sem dúvida, tem todas as qualidades para ser o melhor presidente da história. Agora, o projeto dele é de fato a reeleição”, afirmou Derrite.

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