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São Paulo

Fotógrafo foragido que se passava por irmão gêmeo morto é preso

Foragido foi encontrado e preso por agentes da Guarda Civil Metropolitana, na manhã de sexta-feira (14/8), na região do centro de São Paulo

17/08/2026 14:44
Reprodução.
Montagem colorida com fotos de Gilmar Cintra (à direita) e o suposto irmão gêmeo Gilson Cintra (à esquerda).

O fotógrafo Gilmar Cintra, de 48 anos, foi preso na manhã da última sexta-feira (14/8) após ser identificado pelas câmeras do Smart Sampa, na Avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, no Jardim Paulista, região central de São Paulo. Ele era considerado foragido da Justiça pelo crime de tentativa de homicídio.

Inicialmente, o fotógrafo apresentou documentos e negou estar na condição de foragido da Justiça. Os agentes, então, insistiram nos questionamentos e o homem voltou atrás, revelando que usava documentos do irmão gêmeo, morto aos 2 anos, identificado como Gilson Cintra.

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Com o fotógrafo, foi encontrado um documento emitido pelo estado do Paraná, além de uma certidão de nascimento e cartões bancários, todos no nome do irmão. Exames da coleta das digitais do preso reconfirmaram, no entanto, a identidade atribuída a Gilmar Cintra.

A reportagem apurou que o crime ao qual o fotógrafo era considerado foragido remonta de 2009. À época, Gilmar Cintra tentou matar uma pessoa após contratar serviços sexuais de um homem. Condenado, foi atrás dos documento de Gilson e passou a viver com o nome do irmão.

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Depoimentos da vítima, aos quais o Metrópoles teve acesso, expõem que aquele seria a quinta vez consecutiva que o agressor contratava serviços sexuais. Desta vez, contudo, Gilmar Cintra não permitiu que a vítima regredisse ao centro da cidade e a esfaqueou para, depois, usar uma pedra para matá-lo. A vítima sobreviveu ao ataque e recebeu ajuda de moradores.

Quem é

Gilmar se apresentava como Gil Cintra. Ele trabalhava como fotógrafo. Nas redes sociais, o homem publicava registros de casamentos, batizados e outros eventos. Além disso, ele trabalhou como “chefe da Divisão de Imprensa Digital, Artes e Multimídias” da Prefeitura de Embu-Guaçu. A exoneração de Gilmar, ou como se apresentava Gilson, foi publicada na sexta-feira (14/8), horas depois da formalização da captura.

A Polícia Civil investiga o caso. Gilmar Cintra também foi autuado em flagrante por uso de documento falso.