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São Paulo

Fotógrafa que esfaqueou namorado responderá por homicídio qualificado

MPSP entendeu que homicídio teve motivo torpe e que houve tentativa de alteração na cena do crime; fotógrafa alega legítima defesa

03/04/2024 14:22, atualizado 03/04/2024 16:30
Reprodução/EPTV
captura de tela mostra mulher com hematomas no rosto e chorando. Ao fundo, ve-se a parede da polícia civil

São Paulo — A Promotoria de Justiça Criminal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, denunciou por homicídio, nessa terça-feira (2/4), a fotógrafa Brenda Caroline Xavier, pela morte do seu companheiro, o corretor de imóveis e surfista Carlos Felipe Camargo da Silva, no dia 3 de março.

Segundo informações do G1 confirmadas pelo Metrópoles, ela irá responder por homicídio qualificado – quando o crime é cometido por motivo fútil – e fraude processual, porque o promotor do caso, Marcus Túlio Nicolino, entendeu que houve tentativa de alteração da cena do crime.

Fotógrafa que esfaqueou namorado responderá por homicídio qualificado - destaque galeria
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Manifestantes  pedem justiça por Carlos Felipe em Praia Grande no domingo (10/3)
Brenda Xavier, de 29 anos, era namorada e principal suspeita de assassinar a vítima,  Carlos Felipe Camargo da Silva
Carlos Felipe Camargo da Silva foi morto após facada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo
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Carlos Felipe Camargo da Silva foi morto após facada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reprodução/Redes Sociais
Manifestantes  pedem justiça por Carlos Felipe em Praia Grande no domingo (10/3)
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Manifestantes pedem justiça por Carlos Felipe em Praia Grande no domingo (10/3)

Reprodução/Redes Sociais
Brenda Xavier, de 29 anos, era namorada e principal suspeita de assassinar a vítima,  Carlos Felipe Camargo da Silva
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Brenda Xavier, de 29 anos, era namorada e principal suspeita de assassinar a vítima, Carlos Felipe Camargo da Silva

Reprodução/EPTV

Brenda é a principal suspeita de ter esfaqueado nove vezes o namorado na casa onde os dois moravam no interior de São Paulo. Após dois dias foragida, ela foi à delegacia com hematomas e confessou o crime sob a justificativa que teria agido para se defender. Ela foi liberada em seguida.

Os familiares da fotógrafa voltaram à polícia uma semana depois do ataque para entregar o celular e a carteira da vítima. Na época, o delegado Rodolfo Latif Sebba disse à EPTV que a polícia havia descartada a hipótese de legítima defesa e que suspeitava dos ferimentos da fotógrafa.

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Segundo o irmão de Carlos Felipe, Brenda era muito ciumenta e uma briga teria acontecido porque o namorado tentou terminar o relacionamento com ela.

Antes de morrer, o corretor teria passado o dia na casa da mãe e do irmão e retornou à residência para conversar com Brenda sobre uma possível separação. Horas depois, a família recebeu um telefonema da mãe da fotógrafa anunciando a notícia da morte de Carlos.

Na casa do casal, a polícia encontrou sangue espalhado por diferentes cômodos e móveis quebrados, além de indícios que havia sido feita uma limpeza no local. Desde que o crime aconteceu, pessoas próximas à vítima têm organizado manifestações em Ribeirão Preto e no litoral paulista pedindo justiça no caso.