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São Paulo

“Força Nacional de Segurança é um mito, não funciona”, diz Mendonça

O ministro do STF André Mendonça criticou a falta de eficiência da Força Nacional de Segurança e a falta de cooperação no combate ao crime

01/12/2025 12:47, atualizado 01/12/2025 12:49
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Ramiro Brites/Metrópoles
O ministro André Mendonça, do STF, na Galapagos

Em meio ao acirramento das discussões sobre modelos de combate à criminalidade, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (1º/12) a empresários que a “Força Nacional de Segurança é um mito”.

A crítica do ministro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorre no mesmo momento em que a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT,  propôs a criação da Guarda Nacional Civil, que substituiria as Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

“A Força Nacional de Segurança é um mito, não funciona. Ela é, na verdade, uma agregação de vários policiais dos estados que vão para a União, ficam vinculados ao Ministério da Justiça, e vão fazer atividades esporádicas que dão uma sensação de segurança em um determinado momento, mas não resolvem o problema estrutural. Nós temos um problema sério de cooperação”, criticou Mendonça em um painel da empresa de investimentos Galapagos Capital.

De acordo com Mendonça, a cooperação é dificultada no país por “brigas” e “desconfianças” de uma corporação com a outra.

“Eu me lembro, (enquanto) ministro da Justiça e Segurança Pública, procurei desenvolver isso com o Estado de São Paulo e não consegui, porque é uma visão de que você está querendo entrar na competência do outro”, acrescentou o ministro do STF, que foi titular da pasta de Justiça na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O que é a Guarda Nacional Civil

A proposta de criação da Guarda Nacional Civil consta em uma cartilha da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, divulgada em novembro. Segundo a sugestão, a nova força de segurança irá substituir “gradativamente” o emprego das Forças Armadas nas GLOs.

A sugestão consiste em uma guarda ostensiva criada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

“O resultado seria a ampliação dos órgãos que compõem a segurança pública, com a criação de uma nova instituição policial da União para atuar em todo território nacional, em especial nas Fronteiras e na Amazônia Legal”, afirmou a fundação.