Foragido, ex-PM expulso por envolvimento em sequestro é preso
Condenado a 23 anos de prisão em regime fechado, ex-policial militar foi expulso da PM em 2000, após envolvimento em crimes
atualizado
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Ex-policial militar expulso da tropa por envolvimento em uma extorsão mediante sequestro, além de ter sido condenado por roubos, Ricardo Silveira Martin, de 52 anos, foi preso, na manhã desta quarta-feira (6/8), no Jardim Guapira, zona norte da capital paulista.
Ele estava foragido da Justiça desde 2023, período a partir do qual foi monitorado pela inteligência da Polícia Militar.
No momento da prisão, o ex-PM estava em um Jeep Compass, estacionado na Rua Antonieta Altenfelder, quando foi abordado por policiais militares do 43ºBatalhão Metropolitano, por volta das 11h30.
O PM chegou a fazer um estágio na Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), mas, segundo a PM, foi reprovado.
Consta em registros oficiais que ele ingressou na PM em 1992, mesma década em que tentou integrar a Rota, de onde foi expulso em 2000. O Metrópoles apurou que, contra o ex-policial, havia atualmente cinco mandados de prisão em aberto.
O ex-policial militar já foi condenado por uso de documento falso e, também, processado e condenado quatro vezes por outros crimes — como ele mesmo já afirmou em depoimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
PM condenado a 23 anos
Ainda em depoimento, o policial afirmou que foi condenado a 23 anos de prisão, em regime fechado, resultantes do envolvimento em assaltos e da extorsão mediante sequestro que culminou em sua expulsão da Rota.
Ele ficou atrás das grades por oito anos. Depois desse período, migrou para o regime semiaberto, por meio do qual foi beneficiado com uma saída temporária de Natal, em 2017, não retornando ao sistema carcerário, como consta em registros da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
A folha de antecedentes criminais do ex-policial mostra que ele foi condenado, definitivamente, duas vezes por roubo, uma por extorsão mediante sequestro e uma por formação de quadrilha.
Quando foi flagrado usando um documento falso — em 20 de junho de 2018, na zona norte da capital paulista — ele também estava foragido, ocasião na qual o Ministério Público de São Paulo (MPSP) o classificou como portador de “péssimos antecedentes”.














