"Foi maldade", diz idoso agredido com voadora por motorista em São Paulo
José Ricardo dos Santos sofreu violência em Osasco, na tarde da última sexta (30/10). Ele teve ferimentos na cabeça, nas costelas e nas mãos

São Paulo — O idoso de 78 anos que foi brutalmente agredido por um motorista após um desentendimento no trânsito, na tarde da última sexta-feira (30/10) em Osasco, na Grande São Paulo, lamentou o episódio.
“Foi maldade, não pode fazer isso comigo na rua. Quero que ele explique o que fiz com ele. Não sei se bati no carro dele, não me lembro. É maldade. Cara maldoso”, afirmou nesta terça-feira (3/11) José Ricardo dos Santos, agredido por Denis Young Kim, de 31 anos.
O idoso disse, em entrevista à TV Globo, que está se recuperando em casa após sofrer ferimentos na cabeça, nas costelas e nas mãos. O motorista é procurado pela Polícia Civil de São Paulo e o caso é investigado no 5º Distrito Policial de Osasco.
A agressão ocorreu na Rua Octalles Marcondes Ferreira, enquanto José Ricardo passava pela via de muletas. O agressor, Denis Young Kim, passou de carro bem perto do idoso, que, então, encostou o suporte na traseira do veículo, em sinal de desaprovação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO motorista, então, saiu do carro e deu uma voadora na vítima, que caiu no chão. Na sequência, ele ainda pisou na cabeça do idoso, que permanecu no chão desacordado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), “as diligências prosseguem para confirmar a identificação do autor e realizar exames médico-legais na vítima, a fim de reunir elementos para a apuração e responsabilização criminal”.

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Denis Young Kim não é um desconhecido da polícia e Justiça de São Paulo: em 2021, ele já havia sido condenado a 14 anos de prisão por matar um homem com uma flechada.
O crime ocorreu em setembro de 2016, na Rua Mamoré, no bairro do Bom Retiro, zona central da capital paulista. Segundo a sentença, Denis utilizou uma balestra — arma também conhecida como besta — para atingir com uma flecha a vítima Aldemir Ribeiro Pontes, que tinha mais de 60 anos.
O caso foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em maio de 2021. Os jurados reconheceram que Denis teve intenção de matar e que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
A Justiça fixou a pena em 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Durante o processo, Denis confessou ter efetuado o disparo com a balestra.
Em uma ação penal julgada em 2017, Denis também respondeu por adulteração de sinal identificador de veículo, resistência e posse de drogas para consumo pessoal. Ele foi absolvido das acusações de adulteração da placa e resistência, mas recebeu uma medida de advertência pela posse de maconha para uso próprio.
