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São Paulo

"Foi constrangedor", diz motorista arrancado de ônibus à força pela PM

O motorista chegou a ser preso no 13° Distrito Policial, mas foi liberado horas depois. Ele falou que está bem, mas está constrangido

07/08/2026 13:20
Reprodução/ Sindimotoristas
Imagem colorida de motorista de ônibus em delegacia. Metrópoles

O motorista de ônibus Edvagner Barreto dos Santos, de 56 anos, disse que ficou constrangido após ser arrancado à força do ônibus pela Polícia Militar (PM), durante uma abordagem realizada nessa quinta-feira (6/8), na Avenida Casa Verde, zona norte de São Paulo. A cena teria acontecido após o condutor ter pedido passagem para uma viatura policial.

Após ser arrancado à força do ônibus, Edvagner foi levado pela PM ao 13° Distrito Policial, junto com o cobrador do veículo. Representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbanos de São Paulo (Sindmotoristas) acompanharam os dois. Edvagner foi liberado horas depois.

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Na saída da unidade policial, o motorista tranquilizou colegas e familiares: “Estou bem. Foi constrangedor, mas estou bem”.

Ação truculenta da PM

Passageiros filmaram o condutor brigando com um policial militar dentro do ônibus. Durante a briga, o PM fala para o condutor sair do veículo, que responde ter o direito de permanecer no ônibus e pede respeito.

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Depois de alguns segundos, com ajuda de uma agente, o policial arranca, de forma truculenta, o motorista de dentro do ônibus. Passageiros filmam a cena e pedem calma aos policiais. O condutor é levado para a calçada, onde a ação policial continua.


O que diz o sindicato

  • Em nota, a diretoria do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbanos de São Paulo (Sindmotoristas) afirmou que está “estarrecida e indignada com a truculência de agentes da polícia militar contra o motorista”.
  • No posicionamento, o grupo diz que os policiais não tiveram empatia e fizeram uso violento da função contra o motorista.
  • Segundo o sindicato, motorista e cobrador chegaram a ser presos, mas foram liberados. Os dois foram ao 13° Distrito Policial onde registraram um boletim de ocorrência.
  • A diretoria do sindicato afirmou que vai entrar com uma denúncia, em caráter de urgência” na Corregedoria da Polícia Militar para “investigar e punir quem impôs a força como método covarde de coação”.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a PM analisa as imagens do ocorrido e apura os fatos. A corporação também disse que não compactua com os desvios de conduta e vai tomar as devidas medidas cabíveis.

A Polícia Civil também deve investigar o caso por meio de um inquérito policial pelo 40° Distrito Policial. A investigação solicitará as imagens das câmeras corporais para auxiliar no esclarecimento dos fatos.